Marcelo Rangel visa “avanço histórico” para 2018 | aRede
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Marcelo Rangel visa “avanço histórico” para 2018

Prefeito de Ponta Grossa quer inaugurar grandes obras e efetivar investimentos em pavimentação

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Afonso Verner

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Aos 47 anos de idade, Marcelo Rangel afirma que atualmente está no “melhor momento da vida política e pessoal”. Segundo prefeito reeleito da história em Ponta Grossa ao vencer o pleito de 2016, Rangel deve deixar o PPS de olho em voos maiores na carreira política no próximo ano. Para 2018, o prefeito visa conquistar um “avanço histórico” no setor de infraestrutura da cidade com entrega de obras e efetivação de novos investimentos.

Em 2017, a gestão de Rangel passou por mudanças visando o “aprimoramento do funcionamento da máquina”. Com a proposta de implementar a ‘Justiça Fiscal’ no município, Marcelo e o primeiro escalão do Governo buscaram ampliar o orçamento da Prefeitura sem, contudo, impactar em aumento de impostos. Com isso, no próximo ano a expectativa é de um orçamento de R$ 838 milhões, mesmo com a inadimplência dos munícipes com a Prefeitura na casa dos 50%.

Para o próximo ano, o prefeito ressalta o aporte considerável que deverá ser investido na infraestrutura da cidade – são esperados R$ 45 milhões em pavimentação e infraestrutura, além de outros aportes do Governo do Estado. Em 2018 o Mercado Municipal, concedido pela Prefeitura, deverá ser reaberto e o município quer inaugurar a primeira parte do Lago de Olarias, obra cogitada desde o ano de 1980.

Jornal da Manhã: Qual é o balanço que o senhor faz da gestão em 2017?

Marcelo Rangel: A avaliação do governo deve ser feita pela população, mas nós temos uma percepção de que este ano foi um grande ano no âmbito administrativo, nossos números são muito expressivos mesmo diante da crise dos municípios. Mantivemos números positivos na criação de empregos, na atração de indústrias e do ponto de vista orçamentário em um momento em que muitas prefeituras não conseguem nem mesmo pagar o 13º salário dos servidores. Do ponto de vista da aceitação popular, eu também estou feliz: sou um dos poucos prefeitos que consegue estar na rua, conversar com a população, de ir ao bairro e ser bem recebido – claro, existem cobranças, mas isso é natural. Mas a cidade a cada vez cresce mais, com mais projeção, e isso me anima muito.

JM: O que a cidade pode esperar em investimentos para o próximo ano?

Rangel: Sempre fui muito otimista, mas nunca estive tão entusiasmado como estou para o próximo ano. Estou vivendo o melhor momento da minha vida pública e da minha vida pessoal também. O fato de eu estar no cargo de prefeito há cinco anos me amadureceu muito, aprendi com os erros e acertos e tudo que passei e fiz pela cidade. Agora tenho a possibilidade de avançar, errando menos e acertando mais. Para o próximo ano estou muito focado na questão da infraestrutura e na melhoria dos bairros: só em 2018 vamos investir R$ 10 milhões para recuperar pavimentos e trechos em que o asfalto é muito antigo e está muito prejudicado. Além disso, vamos estruturar uma análise de georeferência de locais em que o pavimento é prejudicado com muita frequência, vamos buscar dados para entender o porquê esse tipo de situação acontece. Nós também conseguimos um recurso de R$ 45 milhões apenas para pavimentação e infraestrutura, esse é um recurso fantástico que vai fazer com que possamos dar um passo histórico no setor. Além disso, também vamos fazer ações para embelezar a cidade – precisamos deixar o município mais bonito para todos. Em 2018, nossa equipe vai estar mais entrosada e acredito que fizemos um trabalho muito positivo.

JM: Quais são as grandes obras que deverão ser entregues em 2018?

Rangel: Além do Mercado Municipal que foi concedido à iniciativa privada e receberá um investimento de R$ 73 milhões, também deveremos entregar a primeira parte do Lago de Olarias, uma obra que irá mudar a realidade daquela região. Nós também deveremos dar atenção máxima à restauração do Quadrilátero Histórico – no local a Fecomércio deverá investir mais de R$ 8 milhões na reforma da Estação Saudade. Além disso, também temos incentivado na reestruturação do local com incentivo fiscal para empreendedores e também a melhoria na segurança da área.

JM: O senhor está no PPS há um bom tempo. De fato pretende deixar o partido? Qual será seu futuro político?

Rangel: A minha saída do PPS é dada como certa. Eu tenho que pensar acima de tudo na cidade de Ponta Grossa, uma das maiores do Estado, e não apenas em mim – o município precisa ter força político-partidária e precisa estar em um nível maior de discussão. Precisamos ser protagonistas da eleição de 2018 e isso vai acontecer com uma renovação política estadual e isso, sem dúvida, vai acontecer [candidaturas] nas maiores agremiações partidárias. Deixo aqui meu profundo agradecimento ao meu partido, ao PPS – a legenda tem uma história e vou sempre respeitá-la como meu berço político. No entanto, penso que um grande partido para que possamos discutir questões majoritárias, investimentos e ter uma possibilidade maior para estruturar Ponta Grossa.

JM: Seu destino será o PSDB ou há convites de outras legendas?

Rangel: Eu recebi o convite do PSDB, feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e ele se comprometeu a vir até Ponta Grossa para confirmar a filiação. O PSDB está passando por uma renovação interna, o partido precisa de novas lideranças e o próprio Alckmin falou disso e lembrou que nossa cidade se destacou em termos de gestão, temos bons exemplos para dar. Os exemplos de Ponta Grossa também poderão se tornar cartilha para o PSDB, segundo maior partido do Brasil, e isso muito me anima e me entusiasma, posso fazer diferença na reconstrução do PSDB. Mas essa decisão vai ser construída em janeiro, principalmente porque tenho que dar voz aos meus apoiadores e ao meu grupo.

JM: O que o senhor pensa sobre o futuro da Münchenfest?

Rangel: A München precisa ser reestudada, assim como foi o caso da Oktoberfest que também foi repensada e reestruturada para só então ter sequência. O que acontece hoje é que a München é que temos 29 anos consecutivos da festa sendo realizada na mesma data, pendendo para shows e sem ser repensada – hoje se tirarmos os shows da München não existe mais festa e esse não era o propósito. Não existe mais contrato de licitação e a Prefeitura não irá assumir a festa, não existe a mínima condição. Para que haja um novo contrato de terceirização o evento precisa ser rentável, por isso estamos realizando essa consulta pública sobre o futuro da festa. Atualmente os resultados mostram que a maioria da população quer que a festa acabe, mas a diferença é pequena – esse é um grande sinal de que precisamos ter uma nova München, um novo modelo. Em 2018, estamos muito focados na EFAPI, será uma festa para a família e nós também queremos trazer para Ponta Grossa a ‘Feira do Paraná’, um evento que vai contribuir muito para a atividade turística no município.

JM: No próximo ano a Prefeitura pretende propor novas terceirizações e concessões de espaços e serviços públicos?

Rangel: Penso que a terceirização tem que estar presente na administração pública em tudo aquilo que o Governo tem deficiências na gestão direta, mas não deve incidir sobre os serviços essenciais. Quando falamos de serviços essenciais, penso que a administração pública é muito competente e nós temos tido resultados positivos na Saúde, Educação e Segurança, por exemplo. No entanto, nos serviços em que não há a essência da atividade pública, acredito que deva haver concessão ou terceirização. Não consigo entender que um Centro de Eventos, por exemplo, seja administrado pela Prefeitura, não temos estrutura para isso. Temos que focar na atenção básica e emergencial da população. 

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