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PG projeta obter R$ 112 mi com IPTU e Taxa de Lixo

Não haverá reajuste real, apenas reposição da inflação. Principal mudança é que a Prefeitura não emitirá mais os tradicionais carnês, mas sim boletos

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Fernando Rogala

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Cerca de R$ 112 milhões. Este é o valor que a Secretaria de Gestão Financeira da Prefeitura de Ponta Grossa almeja obter, em 2018, com o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e a Taxa da Coleta de Lixo. O total é quase 15 milhões superior aos cerca de R$ 98 milhões pretendidos para este ano, o que representa um aumento de 14%. Para o próximo ano não haverá nenhum aumento nos impostos, apenas a reposição da inflação do período, de 3,09%. As informações foram reveladas nesta quinta-feira, em coletiva de imprensa concedida pelo secretário da pasta, Claudio Grokoviski.

O total de lançamentos do IPTU é de R$ 71 milhões, enquanto que de taxa de lixo R$ 45 milhões, totalizando R$ 116 milhões. Porém, tendo em vista os quase 4,5 mil pedidos de isenções em 2017, a prefeitura estima cerca de 3% em benefícios em 2018, reduzindo para cerca de R$ 112 milhões a receita total prevista. Apesar desse valor total de receitas municipais, o secretário reconhece que o total obtido deverá ser menor, pouco menos de R$ 70 milhões. “Em 2017 tivemos 35% de inadimplência. E deve fechar em 40% a inadimplência em 2018, então temos que trabalhar com essa margem”, explica.

Um dos números que mais chamaram a atenção ao fazer os lançamentos para 2018, lembra Grokoviski, foi o de imóveis totais: Os 138.632 registros de 2017 saltaram para 148.662, ou seja um incremento de 10.030 matrículas, o que representa um crescimento de 7,23% no número de imóveis em apenas um ano.

O pagamento da primeira parcela, ou da parcela única, para aqueles que optarem pelo pagamento a vista, que garante um desconto de 15% aos contribuintes adimplentes, deve ser feito até o dia 20 de janeiro. O vencimento das parcelas seguintes também ocorrerá no dia 20 dos meses subsequentes. A perspectiva é de que a prefeitura recolha R$ 20 milhões com a primeira parcela e pagamento a vista. Contribuintes irão receber a fatura em casa a partir do dia 26 de dezembro, mas os interessados que preferirem se antecipar, já podem acessar o site da prefeitura, através da guia ‘Tributos Web’ e imprimir o boleto.

Solicitações de revisões ou isenções devem ser feitas direto na praça de atendimento da Prefeitura. O prazo para solicitar isenção é o ano todo, enquanto que o para a redução e revisão é de 180 dias do lançamento. “O contribuinte tem que vir todo ano solicitar isenção ou revisão para demostrar se não houve mudança na característica do imóvel ou no salário per capita da família”, explica.

Carnê não será mais emitido

A principal mudança para 2018 é que a prefeitura não irá emitir mais os tradicionais carnês. Bastante conhecidos da população há 40 anos, eles perderão a forma de bloco, se transformando em boletos. É uma modernização, segundo o secretário Claudio Grokoviski, que trará economia aos cofres públicos. “Os carnês custaram aos cofres do município R$ 126 mil. Já os boletos custarão R$ 22 mil, então é uma economia de mais de R$ 100 mil nessa alteração. O peso é outro também, mais leve, o que é mais barato para a entrega”, completou. Por isso ele alerta aos contribuintes para ficarem atentos, já que pode causar algum tipo de estranheza essa mudança de formato, já que os ponta-grossenses receberão uma ‘carta’ com a cobrança. É apenas uma mudança de layout, já que terá tanto o código para o pagamento a vista quanto para as 12 vezes, aos que optarem pelo pagamento parcelado – algo parecido com o que ocorre com o IPVA. 

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