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UEPG investiga acadêmico por assédio sexual

Após caso vir à tona, outras denúncias contra estudante indígena foram formalizadas na Ouvidoria

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Stiven de Souza

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A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) confirmou a abertura de uma comissão de inquérito disciplinar para apurar as denúncias de assédio sexual no curso de Medicina. Segundo nota da UEPG enviado ao Portal aRede e Jornal da Manhã, o processo está em andamento desde o dia 10 de novembro, quando a denúncia foi formalizada na Ouvidoria da instituição. 

Segundo as investigações, a jovem cursa o 4º ano do curso de Medicina e foi tutora do acadêmico denunciado, entre 2015 e 2016. A UEPG informou que o suspeito é indígena e estaria no 2º ano também do curso de Medicina. "Todos os alunos indígenas têm tutores, afim de equivalência de estudos com os demais colegas", afirmou, em nota. 

Na denúncia, a vítima relatou que teria desistido de ser tutora do colega de curso ao tomar conhecimento de 'condutadas desabonadoras' dele e que, em maio deste ano, o jovem indígena começou a assediar ela com textos e imagens obscenas nas redes sociais. A partir disso, a vítima buscou ajuda de professores, da Justiça e da Polícia Federal. No dia 31 de maio, ela conseguiu registrar um Boletim de Ocorrência (B.O).

"Em outubro, a acadêmica voltou a receber mensagens de assédio e, agora, também com ameaça de morte. Ela bloqueou o assediador no aplicativo Whatsapp. Depois recebeu nova mensagem, enviada pelo denunciado do celular de outra pessoa. Ela desbloqueou o perfil do acadêmico, solicitando que ele parasse de perturbar, tanto a ela quando a sua família", informou a UEPG. No mês de novembro, o suspeito teria entrado em contato mais uma vez com a estudante, o que fez ela formalizar a denúncia na Ouvidoria. 

Segundo a universidade,  a Coordenação de Assistência e Orientação ao Estudante (CAOE), Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), Comissão Universidade para os Índios (CUIA), Procuradora Jurídica (Projur) e Reitoria foram notificadas sobre o inquérito disciplinar. A comissão deve se reunir nesta quarta-feira (20) para discutir o assunto. "Sobre essa questão, é bom frisar que desde a formulação oficial da denúncia, todo o processo deve seguir trâmites e prazos legais, dando amplo direito de defesa às partes. Não há como expulsar um acadêmico, em qualquer circunstância, apenas com um ato institucional", destacou a UEPG. 

A instituição disse, ainda, que o estudante indígena "formalizou pedido de transferência junto à Comissão Universidade para os Índios (CUIA), o que é facultado aos indígenas que ingressam nas universidades públicas paranaenses (UFPR e universidades estaduais) por meio do Vestibular Indígena. Ele aguarda a decisão da CUIA". No entanto, a universidade reforçou que "o fato do acadêmico solicitar a transferência não o exime de comparecer às intimações da Comissão de Inquérito Disciplinar da UEPG ou audiência marcadas pela Justiça". 

Por fim, a UEPG disse não ter sido comunicada oficial sobre a medida cautelar obtida pela vítima do assédio, para que o suspeito não mantenha contato com ela e guarda uma distância mínima de 50 metros da mesma, sob pena de ser decretada sua prisão preventiva.

Após o caso vir à tona, outras denúncias contra o mesmo estudante foram formalizadas à Ouvidoria. A UEPG vai investigar os casos. 

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