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Richa libera R$ 4,8 mi para o aeroporto de PG nesta terça

Valor será aplicado para a reforma da pista e um pequeno alargamento. Obras devem ser iniciadas no primeiro trimestre de 2018

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Fernando Rogala

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Será assinado, nesta terça-feira (19), o convênio para o repasse dos recursos necessários para a ampliação da pista do Aeroporto Municipal de Ponta Grossa Comandante Amilton Beraldo, o Santana. A assinatura fará parte da programação de aniversário de 164 anos de emancipação do Estado do Paraná, programada para logo após a condecoração de 60 pessoas com a Ordem do Pinheiro. O valor repassado pelo Governo do Estado, a fundo perdido, será de R$ 4,86 milhões, para a reforma e alargamento da pista. 

A Prefeitura de Ponta Grossa já iniciou os trâmites para que o aeroporto possa receber investimentos. Na última quarta-feira (13), foi publicado em Diário Oficial que o município irá requerer, junto a Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a licença prévia para a realização das obras no local, de recapeamento da pista, além de um pequeno alargamento. A perspectiva é de que a obra seja concluída ainda no primeiro trimestre, até o final do mês de março de 2018. 

O Secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonare, explica que esse processo faz parte das exigências da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL) para a liberação dos recursos. “Estamos cumprindo com todas as exigências do estado. Como não existe impacto nenhum, por ser um recapeamento, a licença deve sair em breve”, informa Carbonare. Diante disso, a perspectiva é de que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) possa vir a licitar a obra já em janeiro. “Estamos atendendo a todas as demandas para que as obras sejam iniciadas entre o final de fevereiro e o início de março”, completa.

Embora o investimento seja para recapear o asfalto, uma exigência para a homologação do aeroporto, a pista ficará um pouco mais larga. Assim, estará ajustada conforme as demandas, inclusive apta para poder operar por instrumentos. “A pista não tem os 30 metros exigidos, mas 29,70 metros, e isso será ajustado. O recapeamento foi uma exigência da ANAC, porque a pista, há muito tempo, não recebeu uma obra dessas. É uma necessidade, também, para aumentar o coeficiente de atrito, já que com o tempo vai desgastando”, informa.

As obras deverão levar cerca de três semanas para serem concluídas, ou seja, cerca de 20 dias. Neste período, o aeroporto deverá ser fechado, e Ponta Grossa ficará sem receber os voos comerciais da Azul. “Quando tivermos as datas, vamos comunicar a companhia aérea. Teremos que fazer um comunicado também para a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil)”, esclarece Carbonare.

Equipamento atrairá novos voos comerciais para PG

O secretário Paulo Carbonare esteve, junto com o Prefeito Marcelo Rangel, na última quinta-feira (14), em Curitiba, no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II). Eles estiveram no local para acompanhar o processo de homologação da Estação Prestadora de Serviços de Telecomunicações e de Tráfego Aéreo - EPTA. E as notícias foram animadoras, segundo ele. “Tivemos a resposta que não primeira quinzena de janeiro virão fazer a homologação da EPTA. Estamos dando os passos para a certificação IFR, para que até maio um junho já podermos operar por instrumentos”, diz. Segundo Carbonare, agora haverá a confecção das cartas de aviação, que depois seguem para aprovação, no Rio de Janeiro.

Para Marcelo Rangel, a operação do EPTA possibilitará ao aeroporto receber mais voos comerciais. “Com esse equipamento de aproximação, certamente Ponta Grossa terá mais voos diários, até em horários melhores, como na parte da manhã e pela noite, porque teremos o monitoramento climático de aproximação”, resumiu Rangel.

PG ganhará competitividade

O deputado Plauto Miró Guimarães Filho, que fez o pedido para a liberação do dinheiro, afirma que essa reforma será outro ponto positivo para Ponta Grossa na atração de novas empresas. “As melhorias no aeroporto vão ser um diferencial. Uma pista mais estruturada vai possibilitar que mais empresas aéreas, com aviões maiores, possam atuar na cidade. Esse, certamente, será um atrativo para que investidores se interessem ainda mais pela nossa região”, destaca.

 Instrumentos

Com essa homologação no Cindacta – que segundo Rangel é algo burocrático, já que há quatro meses estão realizando o mapeamento do espaço aéreo -, o município poderá dar a entrada para a certificação e poder, futuramente, operar por instrumentos (IFR). Hoje os voos são operados apenas de maneira visual (VFR)

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