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Motorista é indiciado por morte de professora

Polícia Civil conclui inquérito sobre morte de professora e indicia motorista de caminhão por homicídio culposo

Inquérito aponta que não houve omissão de motorista em morte de professora atingida por caminhão caçamba
Inquérito aponta que não houve omissão de motorista em morte de professora atingida por caminhão caçamba -

Stiven de Souza

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Após três meses de investigações, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o acidente que matou a professora municipal Denise Regina Batista, em Ponta Grossa. No inquérito encaminhado à Justiça, a polícia indiciou o motorista do caminhão caçamba por homicídio culposo. Agora, caberá ao Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) dar andamento ao caso e oferecer a denúncia. 

Na manhã do dia 04 de setembro, Denise caminhava pela calçada da Rua Padre Anchieta, no bairro Oficinas, quando foi atingida pela porta da caçamba de um caminhão. A professora, que seguia para o trabalho, teve traumatismos na cabeça, chegou a ser socorrida, mas morreu ainda na ambulância. O motorista do caminhão seguiu viagem e foi preso no município de Castro, em uma das obras do Grupo Arena - proprietária do veículo. 

Segundo o delegado Maurício Souza da Luz, que conduziu a investigação, cerca de 20 pessoas foram ouvidas, entre testemunhas e responsáveis da empreiteira. O delegado afirma que não há indícios de omissão de socorro, mas que houve negligência. “Não há nada que indique que o motorista tenha percebido o acidente e fugido. Inclusive houve testemunhas que relataram avisar o motorista sobre a porta da caçamba, mas ele não teria ouvido”, afirma. “No entanto, houve negligência do motorista em relação à porta da caçamba. A negligência é um elemento que configura o homicídio culposo” diz. 

De acordo com a Polícia Civil, não há responsabilização criminal da empreiteira proprietária do caminhão e, por este motivo, o indiciamento se restringe ao condutor do veículo. 

Na época do acidente, o Grupo Arena abriu uma investigação interna para apurar as condições do caminhão. Conforme a apuração da empresa, o veículo estaria em condições de uso, mas a porta do caminhão teria se soltado em movimento contínuo e abre e fecha, sem que o motorista percebesse.

Família da vítima busca indenização de empreiteira 

Além da responsabilização criminal, o caso tramita na Vara Cível de Ponta Grossa. A família da professora Denise Regina Batista busca uma indenização ao Grupo Arena. Uma audiência deve acontecer em fevereiro. “Nós tentamos diálogo com a empresa, que é a responsável por este veículo que causou o acidente, mas não conseguimos. Nem o auxílio funeral foi concedido. Por isso, entramos com esta ação”, afirma a advogado Marli Marlene Horst. Em nota, a empresa  alega que “tem mantido contato regular com a advogada dos familiares, bem como que para fins de indenização, foi acionada a seguradora da empresa (...) logo após o acidente”.

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