Motorista é indiciado por morte de professora
Polícia Civil conclui inquérito sobre morte de professora e indicia motorista de caminhão por homicídio culposo

Após três meses de investigações, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o acidente que matou a professora municipal Denise Regina Batista, em Ponta Grossa. No inquérito encaminhado à Justiça, a polícia indiciou o motorista do caminhão caçamba por homicídio culposo. Agora, caberá ao Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) dar andamento ao caso e oferecer a denúncia.
Na manhã do dia 04 de setembro, Denise caminhava pela calçada da Rua Padre Anchieta, no bairro Oficinas, quando foi atingida pela porta da caçamba de um caminhão. A professora, que seguia para o trabalho, teve traumatismos na cabeça, chegou a ser socorrida, mas morreu ainda na ambulância. O motorista do caminhão seguiu viagem e foi preso no município de Castro, em uma das obras do Grupo Arena - proprietária do veículo.
Segundo o delegado Maurício Souza da Luz, que conduziu a investigação, cerca de 20 pessoas foram ouvidas, entre testemunhas e responsáveis da empreiteira. O delegado afirma que não há indícios de omissão de socorro, mas que houve negligência. “Não há nada que indique que o motorista tenha percebido o acidente e fugido. Inclusive houve testemunhas que relataram avisar o motorista sobre a porta da caçamba, mas ele não teria ouvido”, afirma. “No entanto, houve negligência do motorista em relação à porta da caçamba. A negligência é um elemento que configura o homicídio culposo” diz.
De acordo com a Polícia Civil, não há responsabilização criminal da empreiteira proprietária do caminhão e, por este motivo, o indiciamento se restringe ao condutor do veículo.
Na época do acidente, o Grupo Arena abriu uma investigação interna para apurar as condições do caminhão. Conforme a apuração da empresa, o veículo estaria em condições de uso, mas a porta do caminhão teria se soltado em movimento contínuo e abre e fecha, sem que o motorista percebesse.
Família da vítima busca indenização de empreiteira
Além da responsabilização criminal, o caso tramita na Vara Cível de Ponta Grossa. A família da professora Denise Regina Batista busca uma indenização ao Grupo Arena. Uma audiência deve acontecer em fevereiro. “Nós tentamos diálogo com a empresa, que é a responsável por este veículo que causou o acidente, mas não conseguimos. Nem o auxílio funeral foi concedido. Por isso, entramos com esta ação”, afirma a advogado Marli Marlene Horst. Em nota, a empresa alega que “tem mantido contato regular com a advogada dos familiares, bem como que para fins de indenização, foi acionada a seguradora da empresa (...) logo após o acidente”.





















