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Rangel e Sandro levam panfleto apócrifo à PF

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| Autor: Afonso Verner

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O prefeito de Ponta Grossa Marcelo Rangel (PPS) denunciou à Polícia Federal um panfleto apócrifo produzido contra o deputado federal Sandro Alex (PPS), que concorre à reeleição. O material inclui, além de Sandro, o próprio Rangel e outros familiares do deputado.

Distribuído pelos Correios, o panfleto acusa os irmãos de nepotismo e insinua malversação de dinheiro público pelos agentes políticos. Fotos pessoais da irmã de Rangel e Sandro, Giovanna Paola Cruz de Oliveira, que trabalha na Assembleia Legislativa do Parana, também são expostas no material, junto à acusações contra o secretário de Governo, Ricardo Linhares.

O prefeito conta que, na tentativa de driblar as investigações, os materiais foram enviados da cidade de Londrina para Ponta Grossa, por mala direta. “Estamos solicitando a apreensão do material, pedindo a notificação dos Correios e a identificação de quem fez a postagem”, afirma. Rangel acredita, ainda, na participação de uma empresa no esquema. “Sabemos que foi uma mala direta profissional, já descobrimos isso, foi alguma empresa que tem uma mala direta muito grande na cidade de Ponta Grossa, com muitos clientes”, comenta.

Além de Rangel, a assessoria jurídica da campanha de Sandro pediu que a PF investigue a origem do panfleto apócrifo. A legislação eleitoral veda a distribuição de panfletos que contenham propaganda eleitoral negativa, inverídica ou caluniosa.

De acordo com a denúncia, o volume de material é grande. Os panfletos apócrifos não foram distribuídos só em Ponta Grossa, mas em outras cidades da região dos Campos Gerais.A quantia de panfletos e a estratégia de distribuição leva os denunciantes a acreditarem que a campanha contra o candidato recebeu grande aplicação financeira.

Rangel destaca panfletos apócrifos apreendidos em 2012

Para o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PPS), panfletos apócrifos têm a mesma origem dos materiais apreendidos em outras campanhas. “Esse é um crime que a gente considera continuado. Desde 2008, na primeira campanha à Prefeitura, já se fazia o mesmo modus operandi. Espalham jornais com mentiras em toda a cidade”, diz.

Rangel também lembrou que, em 2012, os panfletos apreendidos geraram o indiciamento de sete pessoas pela PF. A reportagem do Jornal da Manhã entrou em contato com a PF para falar sobre a denúncia, mas a instituição disse que os assuntos eleitorais correm sob sigilo.

Informações de Stiven de Souza, do Jornal da Manhã

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