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Família aguarda 13 horas para retirar corpo do IML de PG

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| Autor: A Rede

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A família de Diego Santos de Wiechaz, que morreu em um acidente na noite desta terça-feira (23) está enfrentando o ‘descaso’ no atendimento do Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa. São mais de 13 horas aguardando a liberação do corpo de rapaz, de 26 anos. A tragédia aconteceu por volta das 19h na Avenida Antônio Saad, na região da vila Santa Mônica.

De acordo com Mario Júnior, irmão da vítima, o corpo passou a madrugada aguardando a necrópsia. “Estamos aqui para liberar desde ontem a noite. Eles ficam enrolando, dizendo que a médica estava vindo de Curitiba e que em uma hora o corpo seria liberado”, relatou. “Estamos passando um momento difícil, perdi meu irmão e ainda não sabemos o tempo que poderemos velar meu irmão”, desabafou Mario.

Segundo Izabele Engel, diretora do Instituto Médico Legal de Ponta Grossa, a unidade está passando por um momento crítica, com a falta de médicos legistas. “Não temos o que fazer. Hoje contamos com quatro médicos: dois de Curitiba, um de Jaguariaíva e o médico de Castro está de férias”, contou. A diretora, que assumiu recentemente o IML, ressalta que o órgão precisa de mais médicos. “Estamos trabalhando como podemos. O Instituto Médico Legal de Ponta Grossa atende 30 cidades da região. A única solução seria a contratação de mais médicos”, completa.

A médica de Curitiba chegou por volta de 9h30 da manhã de hoje (24). “Eu liguei diversas vezes no telefone celular do plantão, mas o homem que me atendeu dizia que logo a médica chegaria”, relatou o irmão da vítima.

A família, desolada, pede para que algo seja feito. “É um descaso. Minhã mãe está desesperada em casa, o filho do meu irmão, que tem 10 anos, quer ver o pai de qualquer jeito, e nós estamos aqui, nesta angústia esperando para velar o Diego”, desabafou Mario.

Situação preocupa prefeito

O prefeito Marcelo Rangel entrou em contato com o irmão da vítima. “O prefeito me ligou e disse que vai enviar um delegado para acompanhar o caso de perto”, relatou.

Descaso do IML já foi notícia

Em maio deste ano a equipe de reportagem do Portal aRede noticiou a situação de uma família, que aguardou cerca de 10 horas para a liberação do corpo de Maria Joana Vargas, de 76 anos. A idosa morreu vítima de uma queda. A família, desesperada, procurou a imprensa para denunciar o descaso do IML de Ponta Grossa. Neste caso, segundo os familiares, o médico teria dito que estava dormindo e que se possível iria assinar o laudo de liberação às 4 horas da manhã.  

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