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Ambulâncias do Samu são usadas em cortejo fúnebre

Imagem ilustrativa da imagem Ambulâncias do Samu são usadas em cortejo fúnebre
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Gabriel Sartini

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O uso de ao menos cinco ambulâncias do Samu em um cortejo fúnebre no início da tarde desta terça-feira (16) levou muitos usuários de redes sociais a questionar o atendimento do serviço de urgência e emergência durante a homenagem. As viaturas foram utilizadas no cortejo e no transporte do caixão de Valdir Ferreira de Paula, de 50 anos, motorista do Samu. Ele morreu na segunda-feira (15), vítima de um ataque cardíaco.

“Respeito o momento de dor dos colegas pelo falecimento de um amigo, meus sentimentos a todos. Mas nesse momento em que estavam as ambulâncias do SAMU aí no cortejo carregando coroas e o caixão, que deveria ser transportado por uma funerária, quem estava atendendo a população em emergências?”, questiona Fabiano Blageski. “Um serviço de urgência e emergência não pode parar desta forma (...)A homenagem com certeza é valida e merecedora, apenas o numero de ambulâncias no cortejo é que não... Poderia ser feito um revezamento para a despedida por parte dos colegas e uma ambulância para estar com sirenes ligadas, e acompanhar o cortejo, assim como é feito com policiais, bombeiros”, completa.

Outros usuários também criticam o uso de cinco ambulâncias no cortejo. “Concordo plenamente, sem contar que a população sim é dona absoluta das ambulâncias, sendo um serviço prioridade em Ponta Grossa , falta de inteligência das partes fica aqui pêsames a familiares”, comenta outro internauta pelo Facebook.

Há também quem concorde com a homenagem póstuma ao motorista do Samu. “Um pouco de respeito não faz mal a ninguém, as pessoas que trabalham arduamente socorrendo também tem o direito de prestar a última homenagem a um amigo”, postou um usuário da rede social. “Muito merecida essa homenagem, que Deus o receba com o mesmo carinho com que ele se dedicava às suas funções”, despediu-se outro internauta.

Imagens divulgadas nas redes sociais por uma funcionária do Samu nas redes sociais mostram parte do cortejo.

Acordo com o Siate

De acordo com Miguel Moraes Martins, coordenador médico do Samu, a cidade não ficou desprotegida durante o cortejo. Foi feito um acordo com o Siate – equipes de bombeiros socorristas – para que eles ficassem de prontidão caso houvesse alguma ocorrência. “Toda a homenagem durou meia hora, da Capela Santana até o cemitério na Colônia Dona Luiza”, explica, assinalando que o cortejo aconteceu das 12h30 às 13h.

Além disso, o médico plantonista não participou da homenagem. “O médico ficou na central do Samu preparado para acompanhar as equipes do Siate caso fosse necessário”, destaca. Além disso, Martins garante que, caso fosse necessário, todas as ambulâncias estavam preparadas para se deslocar para qualquer ocorrência, algo que não foi necessário durante a homenagem.

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