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Indústria leva PG ao topo da economia paranaense

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Com um Produto Interno Bruto (PIB) industrial de R$ 3,3 bilhões em 2013, Ponta Grossa só fica atrás da capital e da Região Metropolitana de Curitiba na geração de riquezas do setor. Terceiro polo mais rico do Paraná, o capital industrial da cidade é o dobro do valor gerado pelas indústrias de Maringá, mesmo com menos da metade de contribuintes. A reportagem do Jornal da Manhã ouviu o governador Beto Richa (PSDB) sobre o momento econômico do município e as projeções do Estado para os próximos anos.

Jornal da Manhã: Na análise do governo, a que se deve esse crescimento industrial de Ponta Grossa?
Beto Richa: Primeiro, devo dizer que os investimentos em empreendimentos industriais na região da qual Ponta Grossa é polo industrial somaram, por meio do Programa Paraná Competitivo, R$ 9 bilhões, com reflexos positivos para vários municípios. Há inúmeros fatores que contribuem para isto, sem detrimento de outras regiões de nosso Estado. O fundamental, eu penso, é a participação de pessoas com o objetivo do progresso, da evolução, do desenvolvimento socioeconômico.

JM: O que o município representa para a economia do Estado?
Beto: Sempre digo que é impossível se tratar da história de nosso Estado sem se referir à Ponta Grossa. E que é igualmente impossível se falar da economia do Paraná sem se referir à Ponta Grossa, que tem um peso significativo para nosso desenvolvimento desde a época em que a região era caminho das tropas que vinham do Rio Grande do Sul para serem negociadas em Sorocaba (SP). E também é impossível se considerar a nossa cultura sem falarmos de Ponta Grossa, de marcantes componentes de nossa formação cultural. Ou seja, a história, a economia e a cultura de Ponta Grossa foram e são essenciais para a formação do caráter paranaense e para o desenvolvimento socioeconômico do Paraná. Por isto, o crescimento econômico, que teve características diferentes em épocas diferentes, é marcado agora pela industrialização.

JM: Além da situação geográfica, quais fatores fazem Ponta Grossa assumir a liderança em novos investimentos?
Beto: Realmente, a logística de Ponta Grossa, com infraestrutura privilegiada, representada por ferrovia, entroncamento rodoviário com ligações para vários Estados, o fato de ser núcleo de uma das regiões mais populosas do Paraná, a proximidade a Curitiba e aos portos de Paranaguá e Antonina (Ponta Grossa é a quarta maior cidade exportadora do Paraná) etc., facilita muito a escolha do município e da região para empreendimentos econômicos. Além de todos os outros fatores que já citei, há ainda que se considerar a qualidade da mão-de-obra disponível, a oferta de ensino técnico e profissionalizante, a oferta de ensino universitário com a excelência, a ciência e tecnologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

JM: Como conciliar o crescimento econômico do município com o desenvolvimento social? Quais são as estratégias do governo para garantir o crescimento dos índices sociais neste cenário industrial?
Beto: Para mim, esta é uma preocupação básica. O crescimento econômico deve propiciar e andar junto ao desenvolvimento social, em todos seus aspectos. Tenho muito claro que a política mais eficiente para mudar índices perversos de nossa realidade ou de manter bons índices socioeconômicos é a de valorizar e ampliar os direitos da família como instrumento de promoção social que beneficia diretamente não só as crianças e adolescentes, mas a seus pais, a toda a família. A educação, saúde, segurança, habitação, emprego e o lazer, entre outros direitos do cidadão, além de sua qualificação profissional, criam melhores oportunidades para toda a família, evitando que seus filhos acabem vítimas da fome, do abandono, da exploração sexual, do trabalho escravo, da falta de acesso à escola, da violência e do crime, e propiciando que se formem cidadãos, sabedores de seus direitos e deveres.

JM: Além da ampliação dos direitos, existem programas em andamento para evitar os efeitos colaterias do processo industrial?
Beto: Embutidos nesta política de valorização e ampliação de direitos estão projetos, programas e ações do nosso governo, que continuarão fomentados, e com sustentação, não só em Ponta Grossa, mas nos 399 municípios paranaenses. Um exemplo muito claro dessa preocupação é o projeto da empresa Klabin, em Ortigueira, que envolveu as Secretarias da Família, Trabalho, Saúde, Educação e outras. As áreas trabalharam juntas com a empresa para organizar e adaptar o investimento de forma que ele atenda aos interesses socioeconômicos da região.

JM: O governador acredita que a cidade vai manter este ritmo de industrialização e, a longo prazo, assumir o protagonismo como polo industrial do Paraná?
Beto: Sim. Em nosso período de governo, Ponta Grossa transformou-se no segundo maior polo industrial de nosso Estado, com mudanças significativas, inclusive em seu jeito de viver. A cidade teve uma transformação notável em todos os setores. Hoje, seu polo é diversificado: tem indústrias de vários ramos, que vieram somar-se àquelas que já existiam. E o potencial de crescimento continuará muito grande. Só um desastre em termos de administração pública ou erros em profusão da política econômica federal poderia impedir a marcha deste crescimento. Todos eles têm toda a atenção de nosso governo, faço questão de frisar.

Informações de Stiven de Souza, do Jornal da Manhã

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