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Plano de mobilidade prevê uma nova Ponta Grossa

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Afonso Verner

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O crescimento acelerado de Ponta Grossa nos últimos anos, que se deve principalmente pela instalação de novas empresas do setor industrial, exige que o município busque alternativas para solucionar questões que surgem na contramão do aumento populacional, como a mobilidade urbana. É pensando nisso que a Prefeitura, através Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano (Iplan), encomendou o Plano de Mobilidade Urbana.

Apresentando no fim de março pelo prefeito Marcelo Rangel como ‘uma nova Ponta Grossa’, o plano prevê uma série de mudanças na parte estrutural da cidade, que promovem alterações significativas na forma como os moradores irão circular, fazer compras e se deslocar no perímetro urbano. A arquiteta, urbanista e coordenadora de projetos do Iplan, Nisiane Madalozzo, explica que o plano está em fase de estudos e que deve ser desenvolvido no decorrer do próximo ano. Alguns pontos da pesquisa, no entanto, já estão bem adiantados.

O Plano de Mobilidade terá, dentre os principais pontos, a divisão da cidade em seis regionais. No meio de cada uma encontra-se um eixo viário, que as liga à região central. “O objetivo dessa divisão é multiplicar o que já acontece no centro para as outras regiões da cidade, incentivando e fomentando o comércio e serviço nos bairros, além de incentivar a manutenção da moradia no centro”, explica Nisiane.

Ao permitir que se haja trabalho e moradia em todos os espaços da cidade, duas questões atuais do município seriam resolvidas, segundo a urbanista. A região central estaria direcionada para funcionamento dos espaços nas 24 do dia, e não apenas em horário comercial, aumentando a segurança local. Já nas outras regiões, ao se criar oportunidades de serviços mais próximos à casa dos moradores, seriam evitadas viagens desnecessárias ao centro. Em resumo, a principal meta seria aproximar os centros comerciais das residências da cidade, desafogando o tráfego na área central do município.

Outra forma de descentralizar alguns serviços públicos, de acordo com Nisiane, é a criação de novos pontos de integração do transporte coletivo, exatamente no local onde os eixos viários encontram o perímetro urbano. “Finalmente, com a retirada do atual Terminal Central, acabaria a necessidade de algumas linhas cruzarem todo o centro da cidade. Assim seria reduzido o número de conflitos viários na porção do município onde as ruas já são mais estreitas e onde devemos privilegiar o pedestre”, conta.

O plano ainda possui outras propostas, como a redução do tráfego pesado no centro da cidade, a reabilitação da área central e a criação de um plano cicloviário de transporte, baseando-se na topografia local.

Informações de Rodrigo de Souza, do Jornal da Manhã

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