Aos 71 anos, José Martins não abre mão dos livros

O amor aos livros nunca teve limite para o ex-vendedor ambulante, José Martins, agora aposentado. Aos 71 anos e tendo concluído apenas o 3º ano do Primário (ensino fundamental, se diria hoje), ele não abre mãos dos livros. A necessidade de trabalhar para ajudar no sustento da família limitou as possibilidades de José Martins frequentar a escola. E a saída encontrada por ele para buscar conhecimento foram os livros. Além de frequentar espaços possibilitam a leitura gratuitamente, o “vovozinho da leitura”, como é chamado pelas crianças, também participa de eventos que visam o incentivo à leitura. Novamente o nosso ilustre leitor faz questão de participar do II Congresso de Educação.
“Desde criança eu sempre gostei de livros. De todos os tipos, em especial os de poesia. E, como não tinha dinheiro para comprar, eu sempre procurei as bibliotecas públicas e lugares onde posso ler vários livros”. José Martins se emociona ao falar do aprendizado que conquistou por meio da leitura: “eu aprendi muito com os livros, hoje sou um homem completo, graças ao que aprendi com minhas leituras. E acredito que as crianças, adolescentes e jovens deveriam ler mais. Somente com a educação é possível melhorar o nosso país”. O ‘vovozinho da leitura’ não perde um dia sequer do II Congresso de Educação. “Por mim isso deveria acontecer todos os dias. Não há nada mais prazeroso do que o contato com os livros. Fico perdido no meio de tantos livros e apresentações teatrais tão bonitas. Simplesmente me sinto em casa”, diz José Martins.
A paixão pela leitura aliada às qualidades como ser humano tornaram José Martins uma pessoa popular. Por onde ele passa recebe cumprimentos e elogios. “Ele é fantástico. Lembro que ele vendia amendoins durante o dia e a noite frequentava a biblioteca da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Trata-se de um verdadeiro exemplo de cidadão trabalhador, honesto, querido e culto, devido aos inúmeros livros que já leu”, destaca o administrador de empresas Ronaldo Gonçalves.
Para a secretária de Educação, Esméria Saveli, este é um exemplo do quanto é preciso investir e proporcionar atividades voltadas à educação. “A história do José nos emociona por que mostra a importância dos livros e com a leitura é capaz de transformar a sociedade. Uma das bandeiras levantadas pelo Congresso de Educação é a democratização da educação e da cultura”, destaca Saveli.
Informações da assessoria.





















