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Remoção de presos não minimiza superlotação

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Mário Martins

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A medida adotada pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Paraná (SEJU) de remover presos do Hildebrando de Souza para a Penitenciária Estadual de Ponta Grossa, é paliativa, ineficaz e se consiste apenas ‘numa mera transferência de problemas’. O assunto foi discutido pelo Conselho Comunitário de Segurança, em reunião realizada na sede da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG). Para o presidente da entidade, Henrique Hennemberg, “esta medida vem contra todo o trabalho do Conselho e o compromisso assumido com o governo. A Penitenciária Estadual da nossa cidade é considerada um modelo no Brasil. Este título só é possível manter se trabalharmos como estamos, com a quantidade de presos que ela suporta”.

Das 108 transferências previstas, até a manhã desta sexta-feira, 50 já aconteceram. Bruno Propst, diretor do Presídio Hildebrando de Souza, relata que esta medida foi tomada para diminuir o número de detentos no Cadeião. “Os presos que estão sendo transferidos já foram condenados. Com isto, teremos um número de 580 presidiários na Cadeia Pública”, explica.

Não é de hoje que a superlotação é um dos principais problemas do Hildebrando. De acordo com Antony Johnson, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, com as transferências o sistema prisional da cidade pode entrar em colapso. “A PEPG hoje é considerada uma penitenciária padrão, isto é possivel porque a estrutura da instituição está organizada e segura para abrigar o teto máximo de presos. Os detentos não aceitam as transferência nem a superlotação. Nós tememos que o sistema prisional de Ponta Grossa entre em colapso e não queremos passar pela rebelião que teve em Cascavel. Os agentes precisam de segurança para trabalhar”, argumenta Johnson.

No próximo dia 10 de setembro o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (SINDARSPEN) realizará uma assembleia geral para decidir o rumo da categoria. Segundo Vilson Brasil, representante do Sindarspen, uma paralisação não é descartada.

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