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Polêmicas da ‘Agenda 2014’ dividem candidatos de PG

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O lançamento da ‘Agenda 2014’ foi marcado por discussão e clima tenso entre os candidatos na Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg). Elaboradas por 21 entidades, as propostas da cartilha geraram controvérsias no meio político e, com o stress do debate, o deputado estadual Péricles Holleben de Mello (PT) acabou hospitalizado.

Conforme havia antecipado com exclusividade a reportagem do Jornal da Manhã, o documento das entidades trouxe bandeiras polêmicas, como a redução dos direitos trabalhistas e a suspensão do voto para beneficiários de programas de transferência de renda.

Candidato à reeleição pelo PT, Péricles foi o primeiro a contestar os tópicos defendidos pela Acipg. O deputado considerou a cartilha um ‘absurdo’ e disse repudiar a proposta que defende a suspensão do direito ao voto. “Tenho o maior respeito pela associação (Acipg), mas como é que podem várias entidades elaborar um documento onde defendem a suspensão do direito ao voto aos beneficiários desses programas?”, disse.
Péricles classificou, ainda, a proposta como ‘preconceituosa’.

“Só quem tem suspenso o direito de votar é quem comete um crime e é condenado em terceira instância. Por isso, essa proposta é um sofisma para esconder o pior dos preconceitos, que é o preconceito e a criminalização da pobreza”, afirmou.Após o discurso, o deputado conta que teve uma arritmia cardíaca intensa e deixou o evento para ser hospitalizado.

Mesmo sem a presença de Péricles, a manifestação do petista abriu o debate na Acipg e os demais candidatos também pediram a palavra ao presidente da entidade, Nilton Fior. Embora não tenha declarado apoio à proposta, o candidato a deputado estadual, George de Oliveira (PMN), disse entender a preocupação das entidades com o tema.

Para o vereador, os auxílios podem ser usados como moeda de troca nas eleições. No entanto, George defendeu o direito ao voto para todos e cutucou Péricles. “De certa forma, o petista tem razão, porque o direito do voto é universal. Mas é natural que ele tenha sido o primeiro a contestar a proposta, porque sem as bolsas o PT jamais teria se mantido no poder”, afirmou à reportagem do Jornal da Manhã.

Além de Péricles, Aliel Machado (PCdoB) também rechaçou o fim do voto para beneficiários de programas como o ‘Bolsa Família’. “Acho que houve um equívoco na elaboração do material. Sou totalmente contra essas propostas e jamais vou defendê-las, pelo contrário, vou combate-las”, disse. Para o candidato a deputado federal, os auxílios não devem direcionar o voto dos eleitores. “Essas ações, hoje, não estão em planos de governo, mas estão estabelecidas em lei”, afirmou Aliel.

Polêmica - Entidades contestam participação na ‘Agenda 2014’

Além do setor empresarial, também constam como propositoras da agenda entidades ligadas aos trabalhadores, como a Força Sindical dos Campos Gerais, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) e o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Ponta Grossa (Siemaco). No entanto, após a polêmica dos temas, algumas entidades se manifestaram contra o documento.

O Sindserv disse que não participou da elaboração do material e negou apoiar as duas bandeiras mais polêmicas. Assinada também pelo Conselho Comunitário de Segurança (Consegs), a agenda foi contestada pelos Consegs Regionais Oeste e Sul de Ponta Grossa, que disseram não ter nenhum vínculos com as entidades proponentes e repudiaram os dois tópicos polêmicos. Apesar das divergências, tanto entre os candidatos como entre as entidades, foi consenso os projetos de infraestrutura da região, como o Contorno Norte e o aeroporto do município.

Informações de Stiven de Souza, do Jornal da Manhã

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