Acusado de matar mulher com taco de beisebol vai a júri
Justiça decide que caberá ao Tribunal de Júri julgar Anderson Barboza, acusado de homicídio triplamente qualificado pela morte de Juliana Nunes

A Justiça pronunciou o réu Anderson Barboza de Paula e decidiu que ele deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri. Barboza está preso na Cadeia Hildebrando de Souza desde julho deste ano, acusado do homicídio da estudante de Direito Juliana Silveira Nunes. Segundo a decisão, caberá aos jurados decidir a pena a Barboza, que responde por homicídio triplamente qualificado. A data do júri ainda não está definida, já que a defesa do réu ainda pode recorrer da decisão.
O assistente de acusação, Ângelo Pilatti, informou que há três agravantes que pesam contra o réu. “Ele será julgado pelo meio cruel e pelo motivo torpe do crime, além do crime de feminicídio”, afirma. Barboza usou um taco de beisebol para matar Juliana. Além de desferir inúmeros golpes na cabeça da vítima, ele usou uma corda para estrangular a companheira. O réu confessou o crime aos policiais que fizeram a prisão.
“O acusado, interrogado na Delegacia de Polícia, admitiu ter desferido golpes com um taco de beisebol e, após, com um pedaço de corda, estrangulado a vítima Juliana Silveira Nunes, ocasionando-lhe a morte. Esclareceu o réu que a ofendida, em meio a uma discussão, o acertou com um taco de beisebol na perna. Disse que tomou o objeto das mãos da companheira e a golpeou na região da cabeça, e, ao vê-la cair, passou uma corda por seu pescoço, para ‘ter certeza de sua morte’”, aponta o despacho da Justiça.
A sentença de pronúncia negou, ainda, o pedido de que o réu aguarde o julgamento em liberdade. A expectativa da acusação é que o júri seja realizado no primeiro semestre de 2018.





















