Comerciantes relatam ação de flanelinhas no Shopping Popular
Em uma semana, flanelinha foi esfaqueado duas vezes nas proximidades do Paraguaizinho; caso deixou comerciantes em alerta para a violência

Em uma semana, flanelinha foi esfaqueado duas vezes nas proximidades do Paraguaizinho; caso deixou comerciantes em alerta para a violência
Para quem anda de carro por Ponta Grossa, a cena é rotineira. Basta estacionar em algum lugar com mais movimento para que venha alguém fazer a cobrança. Antes fosse um agente de trânsito orientando o preenchimento do talão da Zona Azul – quem normalmente aparece são os flanelinhas, que pedem dinheiro para manter o carro “bem cuidado”. Se presenciar este tipo de abordagem é bastante comum, também é normal se deparar com as brigas por ‘disputas de território’ entre os cuidadores de carros.
Essas disputas foram apontadas por comerciantes que trabalham no Shopping Popular como a causa de brigas constantes no estacionamento que fica ao lado do complexo, na Avenida Dom Geraldo Pelanda. Um dos trabalhadores do chamado Paraguaizinho, que prefere não ser identificado, conta que a briga que acabou com um esfaqueado na última semana foi justamente por essa disputa. Além disso, muitos destes flanelinhas também são moradores de rua que se ‘hospedam’ no coreto do Parque Ambiental.
“Essa situação já está assim há uns três meses pelo menos, a região está tomada”, protesta o comerciante. “Eles brigam e a gente até tenta separar, mas tem medo de ficar marcado e sofrer represálias”, completa. Os trabalhadores da região lembram que o movimento no coreto e nas proximidades aumentou depois que começaram as obras na Estação Saudade e no Mercado Municipal, além da desocupação do antigo mercado BIG, também na região.
“Esse povo passa o dia inteiro aqui [no coreto], daí vai ali no estacionamento [da Avenida Dom Geraldo Pelanda] pra pegar dinheiro dos motoristas, compra drogas e vem usar aqui de novo”, relata o comerciante. Ele conta que há dias em que o local ’abriga’ de 10 a 15 pessoas. “Esses dias tinha uma mulher com dois filhos pequenos, a gente já viu prostituição, briga, drogas, acontece de tudo”, desabafa. A preocupação também é com o fim de ano, época em que o movimento fica maior no comércio e, consequentemente, também cresce o número de consumidores circulando pelas lojas do Shopping Popular.
Há menos de dez dias, segundo relato do trabalhador, houve uma briga no local e chegaram a atear fogo nos pertences de um dos moradores de rua. Perto dali, na rua Ermelino de Leão, um flanelinha foi esfaqueado no pescoço e foi levado ao hospital em estado grave – ele não conseguiu dizer quem foi o autor da agressão e a polícia não conseguiu encontrar nenhum suspeito.
Guarda Municipal realiza ações constantes na região
Além de manter o módulo móvel quase que diariamente na região, de acordo com o secretário municipal de Cidadania e Segurança Pública, Ary Lovato, os patrulhamentos são feitos constantemente naquela área. “A maior região de monitoramento é o quadrilátero histórico, é a região que tem o maior número de câmeras de segurança e por consequência, o maior número de ocorrências na cidade é nessa região”, garante o secretário.
Lovato também afirma que as autoridades conhecem os vários problemas que existem nas imediações do Paraguaizinho, mas que é preciso representatividade. “Enquanto não houver manifestação em boletins de ocorrência, não há estatística, e a estatística gera ações da Guarda Municipal e da Polícia Militar. Tem que fazer o BO para as coisas não ficarem no ‘diz que me diz’, não existe achismo na segurança pública”, completa o secretário.
Sobre a segurança no fim de ano, ele garante que a Guarda Municipal estará presente, assim como a Polícia Militar, que tem a sede da 1ª Companhia instalada a 50 metros do Shopping Popular, no Parque Ambiental.





















