Münchenfest segue gerando polêmica entre vereadores
Uso excessivo de bebidas, presença de famílias e número de presentes gerou polêmica na Câmara de Vereadores

Tema predileto dos parlamentares nas últimas semanas, a Münchenfest segue gerando polêmica na Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG). O assunto foi debatido durante a sessão desta segunda-feira (4) pelos vereadores Pastor Ezequiel (PRB), Rudolf Polaco (PPS) e Florenal (PODEMOS). Além da organização da festa, o uso excessivo de bebida alcóolica e o “objetivo” da festa estiveram em debate.
O primeiro a tocar no tema foi o vereador Pastor Ezequiel (PRB) – o parlamentar já havia exigido que a Polícia Militar intensificasse a realização de blitz da ‘Lei Seca’ na saída do evento. “Subo a essa tribuna para lamentar. Vi dois jovens totalmente embriagados na avenida durante o desfile, acredito que o objetivo da festa que é divulgar a cultura alemã está falido”, declarou o vereador.
Ezequiel disse ainda que a cultura alemã estaria “envergonhada” com o conteúdo da festa. O comentário gerou repercussões favoráveis e contrárias. O líder do Governo na Casa de Leis, Rudolf ‘Polaco’ (PPS), contestou algumas afirmações feitas por Ezequiel. O parlamentar é um dos novatos na Câmara e lembrou que esteve na festa e que seria importante “não generalizar” sobre as considerações.
O primeiro questionamento de Rudolf foi sobre a participação popular. “Acredito que uma festa que conta com um público de 20 mil pessoas não pode ser dita como falida”, afirmou o parlamentar. O vereador lembrou que existiam famílias presentes no evento e que a combinação de álcool e bebida, criticada por Ezequiel, não era unanimidade. “Muita gente voltou de Uber”, esclareceu o líder do Governo.
Rudolf afirmou ainda que não estava na tribuna defendendo a organização da festa, mas sim o “livre arbítrio dos cidadãos previsto na Constituição”. O parlamentar Florenal também opinou sobre o tema. “Eu vi vários exageros no desfile, mas estive na festa a noite, uma festa bonita que deve ser preservada e apoiada pelo Legislativo”, disse na tribuna.





















