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Após 15 anos, PG define índices de qualidade de ônibus

Apesar da lei municipal citar sete vezes o termo 'qualidade', até agora não havia regulamentação que definisse o que faz um ônibus ser excelente, bom, ruim ou péssimo

Por mais de uma década, fiscalização rigorosa foi impedida por brecha na lei
Por mais de uma década, fiscalização rigorosa foi impedida por brecha na lei -

Stiven de Souza

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A Prefeitura de Ponta Grossa definiu, após 15 anos, os critérios de avaliação da qualidade do transporte coletivo do município. Desde a criação da Lei Municipal de Transporte (Lei 7.018/2002), não havia parâmetros para que a qualidade do serviço fosse medida pelo Poder Público.

Apesar da lei municipal de 2002, editada ao longo destes 15 anos, citar sete vezes o termo ‘qualidade’, exigir a fiscalização por parte da Prefeitura e, ainda, cobrar o cumprimento dos índices de qualidade para que os reajustes na tarifa do transporte sejam concedidos, os indicadores do serviço ainda não haviam sido definidos até a última sexta-feira (1º).

O prefeito Marcelo Rangel (PPS) publicou em Diário Oficial do Município um decreto para regulamentar a questão e corrigir a brecha deixada na legislação do transporte. O decreto atende a um pedido da Divisão de Transportes Urbanos da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), protocolado em maio na Prefeitura.

Segundo o decreto, a qualidade dos ônibus passa a ser medida por quatro eixos: cumprimento de quilometragem, idade média dos veículos, limpeza dos veículos e funcionamento dos equipamentos de acessibilidade. Caberá à AMTT avaliar cada um destes itens como excelente, bom, ruim ou péssimo, conforme o cumprimento deles.

No caso, da quilometragem, ela será considerada ótima se cumprir 100% ou 102% da programada pela concessionária; boa se cumprir entre 97% e 99,99%; ruim entre 95% e 96,99% e péssima se estiver abaixo de 95% ou superior a 102%.

Sobre a idade média dos ônibus, eles serão considerados excelentes se tiverem até dois anos e meio de operação; bom até cinco anos; ruim até sete anos e seis meses e, se passar disso, péssimo.

Em relação à limpeza da frota, a AMTT fará um cálculo do nível de barro e poeira na parte interna e externa dos ônibus e do nível de lixo e odor dentro do veículo. Se mais de 75% do ônibus estiver sem sujeira e mau cheiro, ele será excelente. Se o índice for acima 50%, o veículo será considerado bom. Já no caso de menos da metade estiver limpo, a AMTT vai classificar o serviço como ruim e, se o índice for abaixo de 24,99%, será péssimo.

A autarquia também usará de índices para aferir as condições de funcionamento dos aparelhos de acessibilidade dos ônibus da Viação Campos Gerais (VCG). O decreto publicado na sexta-feira determina que a avaliação de todos os indicadores seja feita anualmente, em data a ser definida pela AMTT. 

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