Entidades cobram obras da Casa de Custódia após fuga
OAB e Conselho de Segurança de Ponta Grossa reivindicam licitação para obras da Casa de Custódia de Ponta Grossa

Com a fuga de 32 presos da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, entidades sociais voltaram a cobrar agilidade nas obras da Casa de Custódia pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). O tema foi um dos principais assuntos discutidos na reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) na noite desta terça-feira (28), na Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg).
A preocupação do Conseg, que reúne representantes de diversas entidade da cidade, é que o Estado perca os recursos previstos para as obras devido à demora no processo licitatório. “Estamos pressionando de todas as formas para que esta licitação saia, porque se o edital não for publicado até o dia 12 de dezembro pelo Governo do Estado, o Paraná pode perder os recursos da União para construir esta unidade”, afirma a presidente da entidade, Jane Vilaka. “Não conseguimos entender porque esta obra ainda não saiu do papel”, completa.
Há mais de dez anos, a Casa de Custódia é reivindicada pela comunidade ponta-grossense como alternativa para resolver o problema da superlotação. No entanto, até hoje o projeto ainda segue no papel. Para a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Ponta Grossa (OAB-PG), a unidade seria a principal saída para o problema do Hildebrando de Souza. “Sem dúvidas a Casa de Custódia pode vir a amenizar este problema na Cadeia Pública, porque os presos provisórios iriam para lá”, afirma a presidente da comissão, Kelly Campos.
Além do Conseg e da OAB-PG, a demora nas obras também é motivo de preocupação na Justiça Federal de Ponta Grossa. O juiz federal Antônio César Bochenek cobra o início das obras. “Nós também utilizamos o Hildebrando e, para nós, é importante que a casa de Custódia saia. Há um atraso muito grande nesta obra. Acho importante que isso seja construído para dar as mínimas condições para quem está preso e também garantir mais segurança à população”, diz.
Sesp garante início das obras
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp)disse que já licitou o projeto técnico da Casa de Custódia e que as verbas estão garantidas. “Após o aval da Caixa, será lançada a licitação para a execução da obra – só então teremos informações precisas sobre custos e prazos. A Sesp trabalha com o cronograma de início das obras para os primeiros meses de 2018. A capacidade da Casa de Custódia é para 752 presos”, informou por nota.
Depen acha 50 barras de ferro no Hildebrando
Na tarde desta terça-feira (28), o Departamento de Administração Penitenciária (Depen) do Paraná fez uma operação pente-fino na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa. Na operação, foram encontrados 28 celulares, 37 carregadores de celular, 16 fones de ouvido, 300g de maconha, 6g de cocaína, 3 comprimidos de ecstasy, 6 chips de celular, 50 barras de ferro (estoque), um simulacro de revólver calibre 38. A revista aconteceu em quatro galerias, com apoio da Polícia Militar. Dos 32 fugitivos, onze presos ainda estão foragidos.
Mutirão deve liberar quase 100 detentos
Como medida emergencial para reduzir a superlotação, a Vara de Execução Penal de Ponta Grossa (VEP) iniciou nesta semana um mutirão carcerário. A informação foi confirmada pelo Departamento de Administração Penitenciária (Depen) do Paraná. Neste processo, entre 90 e 100 presos devem ser liberados com tornozeleiras eletrônicas para liberar vagas na Cadeia Pública Hildebrando de Souza. Na última semana, a cadeia atingiu mais de 900 presos para 283 vagas. Na tarde desta terça-feira (28), familiares de presos protestaram na frente do Cadeião para cobrar a revisão nos processos. Eles alegam que há lentidão no Judiciário.





















