Motorista vai a júri popular por morte de casal
Juliano e Mônica estava casados há menos de duas semanas na ocasião do acidente que aconteceu no dia 22 de fevereiro de 2015

Juliano e Mônica estava casados há menos de duas semanas na ocasião do acidente que aconteceu no dia 22 de fevereiro de 2015
Acontece nesta quarta-feira (29) às 9h, o julgamento de Rodrigo Corrêa Frozza, motorista da caminhonete que provocou o acidente que causou a morte do casal Juliano Luiz Ferreira, 22 anos e Mônica Cristina Pilarski, de 20 anos, em fevereiro de 2015. O julgamento acontece na cidade de Caçador em Santa Catarina, segundo informou o advogado Fernando Madureira.
O casal ponta-grossense que viajava em lua de mel, passava pela divisa entre Videira e Rio das Antas/SC quando o carro em que estavam, um Gol, foi atingido pela Ford F4000 dirigida por Rodrigo que, na ocasião, passou pelo teste do bafômetro que detectou que estava sob efeito de álcool.
Segundo consta na denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Rodrigo, depois de beber durante várias horas, o motorista decidiu pegar o veículo de seu pai mesmo sem ter habilitação e dirigir de Caçador até sua casa, na Linha Faxinal dos Domingues II, em um percurso superior a 50 quilômetros. Nesse caminho, se envolveu no acidente que causou a morte dos ponta-grossenses.
Rodrigo responde por duplo homicídio doloso com dolo eventual, já que na visão do MP, ele assumiu o risco de matar por dirigir embriagado e em alta velocidade, conforme apontaram os laudos periciais realizados no local do acidente. Ele aguardou o julgamento em regime fechado no presídio de Caçador e pode pegar uma pena de 6 a 20 anos de prisão caso seja condenado.
'Motorista dirigia embriagado, dizem advogados
Os advogados Fernando Madureira e Juliano Gomes que representam a família das vítimas informaram que o acusado conduziu o veículo de categoria diversa para o qual era habilitado, sob a influência de álcool e empregando velocidade incompatível com o local, e em uma curva situada no Km 114 da Rodovia SC-135, perdeu o controle do veículo, invadiu a pista contrária à sua mão de direção, vindo a abalroar frontalmente o veículo VW/Gol, que era conduzido regularmente pela vítima Juliano acompanhado de sua esposa Mônica, os quais seguiam em sentido contrário ao do acusado. Da violenta colisão resultaram lesões gravíssimas nas vítimas que acabaram falecendo.
Madureira disse que o réu vai responder por duplo homicídio doloso, por dolo eventual, em concurso formal, porque dirigia embriagado e em alta velocidade, sendo assim, assumiu o risco de ceifar a vida das vítimas como efetivamente ocorreu.
Salientam os advogados que o acusado Rodrigo é um bêbado contumaz, era rotina dirigir embriagado, inclusive tinha sido preso em flagrante 03 (três) meses antes dos fatos por dirigir bêbado, mas pagou fiança e estava respondendo o processo em liberdade. E solto continuou bebendo e dirigindo acabando por desgraçar a vida de dois jovens recém-casados e suas famílias.





















