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Empresário depõe sobre morte de professora

Polícia Civil ouve representante de empreiteira envolvida em acidente com caminhão caçamba

Polícia investiga acidente que matou professora Denise
Polícia investiga acidente que matou professora Denise -

Stiven de Souza

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A Polícia Civil ouviu, na tarde desta quinta-feira (9), um representante do Grupo Arena, que é proprietário do caminhão caçamba envolvido na morte da professora Denise Regina Batista. O depoimento faz parte do inquérito policial que investiga o acidente e foi solicitado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). 

A Promotoria pediu à Polícia que, além do dono da empreiteira, o mecânico responsável pela manutenção dos veículos seja ouvido antes do inquérito ser relatado. Para o MPPR, as condições mecânicas do caminhão são fundamentais para o oferecimento ou não da denúncia à Justiça. 

No depoimento desta quinta-feira, o empresário do Grupo Arena alegou haver manutenção na frota da empreiteira. Em nota, a empresa disse estar colaborando desde o princípio com o inquérito.

"Conforme constou da ultima nota expedida pela empresa, estamos colaborando com as autoridades policiais e com a família da vítima, em tudo o que é possível.Nesse sentido informamos que o representante da empresa foi ouvido pela policia civil na data de ontem, oportunidade em que apresentou à autoridade policial farta documentação relativa à manutenção do veículo".

O acidente 

A professora Denise Regina Batista, 37 anos, morreu na manhã do dia 4 de setembro. Ela caminhava pela calçada da Rua Padre Anchieta e seguia para o trabalho, em uma escola da rede municipal, quando foi atingida pela porta da caçamba de um caminhão. O veículo foi apreendido no mesmo dia, no município de Castro, estacionado em uma das obras do Grupo Arena. O motorista também foi levado à delegacia para prestar depoimento e liberado. 

Segundo o condutor, ele não percebeu que a tampa da caçamba havia atingido a professora. Câmeras de segurança obtidas pela polícia mostram que o caminhão para em uma esquina próxima do acidente minutos depois da fatalidade. De acordo co motorista, ele teria ouvido o barulho da porta solta e parado para consertá-la apenas, sem notar o acidente. 

Na época, a empresa divulgou a conclusão de uma investigação interna sobre o acidente. No documento, o Grupo Arena reconheceu que a porta estava solta, em um movimento contínuo de abre e fecha. A nota alegou que o motorista, de fato, não fugiu nem omitiu socorro, já que não teria percebido o acidente. A empreiteira reiterou que todos os veículos passam por manutenção periodicamente e que o acidente foi uma fatalidade. 

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