Empresário depõe sobre morte de professora
Polícia Civil ouve representante de empreiteira envolvida em acidente com caminhão caçamba

A Polícia Civil ouviu, na tarde desta quinta-feira (9), um representante do Grupo Arena, que é proprietário do caminhão caçamba envolvido na morte da professora Denise Regina Batista. O depoimento faz parte do inquérito policial que investiga o acidente e foi solicitado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR).
A Promotoria pediu à Polícia que, além do dono da empreiteira, o mecânico responsável pela manutenção dos veículos seja ouvido antes do inquérito ser relatado. Para o MPPR, as condições mecânicas do caminhão são fundamentais para o oferecimento ou não da denúncia à Justiça.
No depoimento desta quinta-feira, o empresário do Grupo Arena alegou haver manutenção na frota da empreiteira. Em nota, a empresa disse estar colaborando desde o princípio com o inquérito.
"Conforme constou da ultima nota expedida pela empresa, estamos colaborando com as autoridades policiais e com a família da vítima, em tudo o que é possível.Nesse sentido informamos que o representante da empresa foi ouvido pela policia civil na data de ontem, oportunidade em que apresentou à autoridade policial farta documentação relativa à manutenção do veículo".
O acidente
A professora Denise Regina Batista, 37 anos, morreu na manhã do dia 4 de setembro. Ela caminhava pela calçada da Rua Padre Anchieta e seguia para o trabalho, em uma escola da rede municipal, quando foi atingida pela porta da caçamba de um caminhão. O veículo foi apreendido no mesmo dia, no município de Castro, estacionado em uma das obras do Grupo Arena. O motorista também foi levado à delegacia para prestar depoimento e liberado.
Segundo o condutor, ele não percebeu que a tampa da caçamba havia atingido a professora. Câmeras de segurança obtidas pela polícia mostram que o caminhão para em uma esquina próxima do acidente minutos depois da fatalidade. De acordo co motorista, ele teria ouvido o barulho da porta solta e parado para consertá-la apenas, sem notar o acidente.
Na época, a empresa divulgou a conclusão de uma investigação interna sobre o acidente. No documento, o Grupo Arena reconheceu que a porta estava solta, em um movimento contínuo de abre e fecha. A nota alegou que o motorista, de fato, não fugiu nem omitiu socorro, já que não teria percebido o acidente. A empreiteira reiterou que todos os veículos passam por manutenção periodicamente e que o acidente foi uma fatalidade.





















