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CEI do Botuquara quer diminuir valor da taxa do lixo

Comissão ouviu ex-secretários de Meio Ambiente nesta quinta-feira (9). Grupo quer discutir adequações no contrato e reduzir valor cobrado do cidadão

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| Autor:

Afonso Verner

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A Comissão Especial de Investigação (CEI) do Botuquara, instaurada na Câmara Municipal de Ponta Grossa, realizou uma série de oitivas na tarde desta quinta-feira (9). Presidida pelo vereador George de Oliveira (PMN), a CEI realizou oitivas com dois ex-secretários de Meio Ambiente (Paulo Cenoura e Patrícia Hilgemberg) e também com o funcionário da Prefeitura de Ponta Grossa que é fiscal do contrato entre o município e a Ponta Grossa Ambiental (PGA).

De acordo com George, a principal preocupação da CEI é encontrar possíveis irregularidades no contrato firmado atualmente e ainda fazer com a Taxa de Lixo da cidade, cobrada junto com o IPTU, diminua. “O próximo contrato do lixo vai ser celebrado para décadas, isso tem que ser amplamente discutido, um debate com muita responsabilidade para que não repita o que vemos acontecer hoje no Botuquara”, afirmou o vereador.

Além de George, Florenal (PTN), Vinícius Camargo (PMB), Mingo (DEM) e Eduardo Kalinoski (PSDB) realizaram uma visita ao aterro do Botuquara para acompanhar a situação do local. “O que vimos lá foi muito grave, notamos que um crime ambiental estava em andamento e nós, enquanto vereadores, não podemos ver aquilo acontecer sem que alguém seja responsabilizado”, explicou o presidente da CEI. O grupo tem prazo inicial de 90 dias para emitir o relatório sobre as investigações.

A criação da CEI aconteceu após Prefeitura, Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) e Ministério Público (MP) realizarem um novo acordo judicial que prevê o fechamento do Botuquara em no máximo 14 meses. O acordo aconteceu depois que a licitação lançada pelo município para que um novo aterro fosse escolhido acabou sendo cancelada após questionamentos jurídicos.

Além dos ex-secretários e do fiscal do contrato, os vereadores da CEI já realizaram oitivas com funcionários do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). “Nessa conversa com os servidores do IAP vimos que praticamente tudo no Botuquara funciona de forma irregular, queremos explicações sobre o chorume que está escorrendo lá [no aterro] sem controle e sobre os danos ambientais que estão sendo provocados no local”, protestou George. 

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