Rebelião em Cascavel deixa família de PG apreensiva

O clima é de angústia e muita preocupação na casa de uma família ponta-grossense que aguarda notícias sobre um dos presos que cumpre pena na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC). A mulher, que prefere não ser identificada, relata que seu irmão, de 44 anos, foi preso há dois anos e meio em Foz do Iguaçu por tráfico de drogas, e acabou transferido em seguida para a PEC.
Sem condições financeiras para visita pessoal ao irmão preso, ela recebia notícias dele através de telefonemas mantidos com uma assistente social da Penitenciária. No domingo (24), a família ficou sabendo da rebelião e acompanhou o desenrolar do motim por meio da imprensa. Imediatamente, a mulher tentou contato com a assistente social e com a direção da PEC, mas não conseguiu falar com ninguém.
Segundo informações da Secretaria da Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Seju), pelo menos 85o presos foram transferidos da unidade, cinco presos foram mortos pelos detentos rebelados e ao menos 25 estariam feridos. A lista com os nomes deveria ser publicada no início da tarde de hoje, mas até as 14h30 nenhuma informação havia sido divulgada.
Rebelião
Cerca de 800 detentos começaram uma rebelião na manhã do último domingo (24) na Penitenciária Estadual de Cascavel, no Oeste do Paraná. Agentes agentes penitenciários que serviam o café da manhã foram surpreendidos pelos presos, que haviam cortado as grades da cela. Dois agentes foram feitos reféns, dois presos foram decaptados e dezenas deles ficaram feridos. Depois de quase dois dias, a rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) chegou ao fim na madrugada desta terça-feira (26). . A rebelião de Cascavel foi uma das mais violentas já registradas no Estado do Paraná.





















