Comissão discutirá impacto de projetos na tarifa de ônibus
Proposta foi apresentada pelo vereador Pietro Arnaud (REDE). Projetos de lei apresentados podem ‘encarecer’ a tarifa paga pelo passageiro

O Legislativo de Ponta Grossa deverá criar uma comissão de vereadores para discutir os possíveis impactos no transporte coletivo de Ponta Grossa. A proposta foi apresentada na tribuna da Casa de Leis pelo vereador Pietro Arnaud (REDE) nesta quarta-feira (8) e foi ocasionada depois que diversos parlamentares apresentaram projetos de lei que poderiam encarecer o valor pago pelo passageiro que anda de ônibus na cidade.
Pietro apresentou a sugestão durante o debate sobre o PL 106/2017 de autoria de Celso Cieslak (PRTB) que prevê a instalação de uma espécie de ‘botão do pânico’ nos novos ônibus utilizados no transporte coletivo. “Estamos deixando de ter discussões técnicas sobre o transporte coletivo. Qual a lógica do sistema? Quais são as principais variáveis que compõe o preço final pago pelo passageiro?”, questionou Pietro.
Pietro lembrou que muitos projetos apresentados oneram a planilha, o parlamentar citou a iniciativa de Divo (PSC) que cria o “passe-entrevista”, aprovada na última segunda-feira (6). “Quero chamar aqui os membros do Conselho de Transporte [CMT] para que os vereadores tenham mais conhecimento sobre o que propõe, o sistema de transporte coletivo é complexo e não pode ser onerado dessa forma”, explicou.
O próprio presidente do CMT, Helmiro Bobeck, já havia alertado para os custos causados pelos projetos propostos pelos vereadores ao sistema, além da própria chegada do Uber. “É vital que o Legislativo se proponha a debater uma maneira de aliviar os gastos que incidem sobre a planilha, não adianta só ficar criando gratuidade sem pensar de onde saíra do recurso”, comentou Miro.
Pietro classificou Bobeck como “referência nacional” no setor de transporte publicou e lembrou que a criação deste comissão poderia debater aspectos centrais quando o transporte coletivo. “Muitos projetos alteram a lei 7.018 que rege o transporte, mas essas iniciativas pecam ao gerar custo para o sistema. A empresa [VCG] tem um lucro definido por contrato, quanto mais caro ficar a planilha maior será o valor da tarifa”, contou Arnaud.
Além da proposta de Divo, aprovada recentemente, e do projeto de Celso, aprovado em segunda discussão, outras iniciativas também preveem gratuidades no sistema. Esse é o caso do projeto de lei 383/2017 de autoria de Mingo (DEM) que prevê que gestantes vinculadas ao programa Bolsa Família, do Governo Federal, tenham direito a 20 passagens gratuitas para realizarem os exames do pré-natal. No entanto, a proposta de Mingo aponta uma origem para o recurso gasto com essa iniciativa. Via assessoria de imprensa, a VCG avaliou a iniciativa como “importante”.
Pietro lembra de debate polêmico
Pietro Arnaud (REDE) lembrou do projeto de lei que apresentou em 2014 e que previa a retirada dos cobradores de ônibus de algumas linhas. “Na época criou-se uma discussão sobre desemprego, mas o projeto não tirava nenhuma vaga, apenas otimizava o sistema”, afirmou o vereador. Uma das críticas do presidente do CMT diz respeito ao fato de que até linhas ‘sem parar’, feitas por ônibus que não param em pontos fora dos terminais, tem a presença de cobradores.





















