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Autoridades criticam uso da tornozeleira no combate ao crime

Comandante PM, Maurício Tortato aponta falência no uso da tornozeleira eletrônica durante reunião entre empresários de PG

Autoridades discutem medidas para reduzir criminalidade na região
Autoridades discutem medidas para reduzir criminalidade na região -

Da Redação

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Um dia após um tiroteio aterrorizar clientes e lojistas do Shopping Total, empresários se reuniram com autoridades da Segurança Pública do Paraná para discutir os impactos da criminalidade no dia a dia do comércio. Com auditório da sede da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) cheio, o fórum ‘Segurança: Direito de Todos’, recebeu o comandante geral da Polícia Militar do Paraná, Maurício Tortato, além de lideranças locais do setor. 

Tortato apresentou números positivos sobre a segurança pública do município e fez críticas à política das tornozeleiras eletrônicas. Segundo o comandante, o índice de criminalidade do 4º Comando Regional, responsável pelos Campos Gerais, é o menor entre os comandos da PM distribuídos no Paraná. Por dia, conforme Tortato, são presos 178 pessoas no Estado. Uma parcela dos presos já cumpre pena com tornozeleira eletrônica. 

Segundo o Comando da PM, no Paraná, há mais de 5,5 mil que utilizam da tornozeleira e uma média de 278 por dia desrespeitam de alguma forma o uso da ferramenta. O comandante alegou que o problema na segurança pública não pode se limitar apenas na polícia. Ele comenta que são necessárias politicas públicas consistentes que não foquem apenas em medidas policiais. “Precisamos do fortalecimento das relações comunitárias, a integração com executivos municipais, Policia Civil e Poder Judiciário”, disse. 

Entre as autoridades locais, participaram o delegado chefe da Polícia Civil na região, Danilo Cesto, o juiz criminal Antônio Acir Hrycyna, a promotora titular dos juizados especiais criminais Suzane Maria Carvalho do Prado, a promotora de Justiça do Ministério Público, Danielle Garcez da Silva, e o coordenador do Gaeco Ponta Grossa, promotor Antônio Juliano Souza Albanez. 

O presidente da Acipg, Douglas Taques Fonseca, comentou que o evento foi muito produtivo. “O sistema carcerário está deficitário, em virtude disso, criminosos tem que ser soltos para que outros sejam presos, pela falta de novas vagas. Só a polícia não dá conta da criminalidade, por isso são necessárias políticas públicas para criar uma nova cultura na população, na prevenção pelo cidadão de bem, e trabalhar na reinserção dos detentos para a sociedade”, disse. 

Presos ‘menos piores’ são liberados

Para o juiz criminal Antônio Acir Hrycyna, a estrutura é o principal problema da segurança pública na cidade. A penitenciária em Ponta Grossa conta atualmente com cerca de 850 presos em uma cadeia que deveria ser para 300. De acordo com o juiz é necessário o adiantamento da progressão de benefícios para abrir vaga para outros criminosos que estão na rua. “Temos que escolher os criminosos ‘menos piores’ para colocar na rua com a tornozeleira, com o risco de cometerem crimes graves”, disse o juiz, que comentou que há 14 anos é pedido ao Estado o aumento vagas no sistema carcerário em Ponta Grossa.

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