Rotary doa achado arqueológico ao Museu Campos Gerais
Material arqueológico encontrado na região do Jardim América, em Ponta Grossa.

Material arqueológico encontrado na região do Jardim América, em Ponta Grossa.
O Rotary Club Lagoa Dourada doou ao Museu Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) material arqueológico encontrado na região do Jardim América (Chácara Moro), em Ponta Grossa. A entrega dos artefatos ocorreu na quinta-feira, em reunião rotariana, na sede da Fundação de Integração Rotária Albary Guimarães (FIRAG). Participaram do ato o presidente do Rotary Lagoa Dourada, Jeferson Kleiton de Souza; a vice-reitora Gisele Alves de Sá Quimelli; o diretor do Museu, Paulo Eduardo Dia de Mello; e o procurador da República, Oswaldo Sowek Júnior.
De acordo com o rotariano Osvaldo Sowek Júnior, as peças doadas foram encontradas durante escavações de uma obra na região do Jardim América e levadas até ele. De posse do material, ele conta que enviou uma foto, por celular, a uma pessoa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com quem tratava de assuntos profissionais. “A foto foi repassada a um especialista da área que me retornou a mensagem”, disse, contando que ficou supresso ao saber que, possivelmente, se tratava de um material com valor arqueológico, datado de aproximadamente 2000 anos.
Sowek Júnior acrescenta que, segundo o especialista do IPHAN, numa análise superficial, possível de ser feita pelas fotos, seriam artefatos líticos (de pedra) polidos. “Podem ser um machado e um pilão de mão”, disse, observando que estudos mais detalhados poderão confirmar essa informação. “Acredito que essas peças tenham o interesse para o museu, para pesquisas e exposição para que a comunidade conheça mais a história da nossa região”, disse, solicitando ao diretor do museu um retorno sobre dados mais minuciosos sobre as peças.
O professor Paulo Eduardo Dias de Mello, agradeceu a atitude dos rotarianos de pensar no Museu Campos Gerais para a guarda desse material. Revelou a intensão de criar no museu em espaço específico para achados arqueológicos. Lembrou ainda das pesquisas sobre paleontologia desenvolvidas na UEPG, com achados que integram o acervo do museu. Disse que trabalha para a mudança do conceito em relação ao museu, imaginado pelas pessoas como um espaço de velharias. “A comunidade deve ver o museu como um lugar de memória, de ligação entre o presente e o passado”, disse, observando que o Rotary, pela sua inserção na sociedade, se constitui em parceiro importante nessa missão.





















