Justiça pode exigir retirada de cavaletes das ruas de PG
Julio Küller,vereador licenciado da Câmara Municipal de Ponta Grossa e atual secretário de Assistência Social da cidade, entrou com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedindo a "busca e apreensão" dos cavaletes publicitários espalhados pela cidade, inclusive os de propaganda políticas.
De acordo com Julio, a situação desrespeita uma lei eleitoral de 2011. "Existe uma lei que proíbe a colocação de cavaletes publicitários em locais públicos. Além de emporcalhar a cidade, esse tipo de propaganda coloca em risco o próprio pedestre", questionou Küller. Segundo o secretário, a lei prevê que a Prefeitura da cidade seria a responsável pela fiscalização.
A representação de Julio será analisada no Tribunal Regional Eleitoral, em Curitiba. "Engraçado é ver que os mesmos vereadores que aprovaram a lei, hoje fazem uso desse tipo de propaganda para tentar outro cargo. Isso é um desrespeito com a população da cidade, principalmente com quem anda a pé", criticou o secretário.
Cavaletes colocam pedestre em risco
De acordo com o advogado Alexandre Buhrer, representante jurídico de Julio Küller, os cavaletes colocam em risco pedestres e motoristas. "Esse tipo de objeto deveria ser retirado das ruas a noite e mesmo assim, boa parte deles, continua nos mesmos lugares. Pedestres e motoristas são os mais prejudicados", comentou Alexandre.
Manifestantes devem 'intervir' em cavaletes
O já tradicional Cavalete Parade deve ser realizado pela segunda vez em Ponta Grossa - o evento propõem que os manifestantes façam uma "intervenção" em cavaletes colocados irregularmente na cidade. A manifestação está marcada para o próximo dia 27 de setembro, no Parque Ambiental da cidade.
Os organizadores do evento ressaltam que os cavaletes 'vítimas' de intervenção serão aqueles " infringiram a lei, atrapalharam o ir e vir das pessoas, ou que estava comprometendo a segurança delas, num espaço que é propriedade de todos, o público".
Vereador diz que lei é "inconstitucional"
Para o vereador Pietro Arnaud (PTB) classificou a lei que proíbe os cavaletes como "inconstitucional". "Uma legislação municipal não pode intervir na legislação eleitoral. Isso não existe", argumentou Arnaud. Segundo Pietro, que é candidato a deputado estadual, os cavaletes são uma opção de campanha mais "barata" para os candidatos que não tem maiores possibilidades financeiras.





















