Movimento LGBT pede respeito em protesto na Câmara | aRede
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Movimento LGBT pede respeito em protesto na Câmara

Manifestação foi organizada após vereador Pastor Ezequiel (PRB) criticar show de Pabllo Vittar ma Münchenfest

Vereador Pastor Ezequiel deve enfrentar protesto de movimentos LGBTs após comentar sobre Pabllo Vittar
Vereador Pastor Ezequiel deve enfrentar protesto de movimentos LGBTs após comentar sobre Pabllo Vittar -

Stiven de Souza

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Entidades e pessoas ligadas ao movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais (LGBT) devem comparecer à sessão plenária desta quarta-feira (18) para protestar contra o vereador Pastor Ezequiel Beuno (PRB). 

Após o portal aRede noticiar em primeira mão e reproduzir o discurso  de Pastor Ezequiel sobre a Münchenfest, um evento foi organizado pelas redes sociais para esta quarta. O evento foi intitulado de ‘Chega de LGBTfobia em Ponta Grossa’. Cerca de 100 pessoas haviam confirmado presença no protesto ontem.

Para os organizadores do protesto, o discurso do vereador, especialmente as críticas ao show de Pabllo Vittar na abertura da festa, tem cunho homofóbico. “Não sou de nenhuma entidade. Sou mãe de um rapaz homossexual e nós temos vários grupos nas redes sociais. Quando vemos este tipo de coisa sempre nos organizamos”, afirma Josi Kieras, que é mãe do youtuber Guilherme Kieras, responsável pelo canal LGBT ‘Fora da Casinha’. “A forma como ele tratou a Pabllo, dizendo ‘esta pessoa’, dizendo que prenderia ela se fosse preciso, mostra uma homofobia que não podemos aceitar”, comenta. 

Na sessão da última segunda-feira, Pastor Ezequiel pediu a palavra para dizer que iria requerer informações sobre possíveis gastos de dinheiro público na Münchenfest. Durante o discurso, entre outras coisas, ele disse: “Eu queria lamentar por quem teve a ideia de trazer esta pessoa (Pabllo Vittar) para uma cidade de família, uma cidade onde somos conservadores, pais e trabalhadores”. Ao JM, após a repercussão da polêmica na internet, o vereador disse que em nenhum momento teve a intenção de ofender alguém e que o foco do discurso foi o apoio da Prefeitura à festa. A organização da 28ª München e a assessoria de Pabllo Vittar não quiseram comentar o caso.  

Desavenças de Pastor Ezequiel com LGBTs não é de hoje

Este não será o primeiro protesto nas galerias da Câmara Municipal, organizado pela comunidade LGBT, contra o vereador Pastor Ezequiel. O Pastor representa o bloco cristão e é líder da Frente em Defesa da Família e da Vida. A Münchenfest já foi alvo da fiscalização do parlamentar em outros anos e chegou a ser terceirizada após pressão dos vereadores. A retirada da ‘diversidade sexual’ e ‘gênero’ do Plano Municipal de Educação também motivou manifestações. Além disso, o vereador chegou a questionar repasses públicos a entidades ligadas a LGBTs.  

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