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PG não tem estrutura para implantação de Wi-Fi

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Gabriel Sartini

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Entre administrações, a promessa da conexão grátis em Ponta Grossa já dura ao menos 2 anos. Desde 2012, na gestão do então prefeito Pedro Wosgrau Filho, a população ponta-grossense convive com a ideia de internet pública. Ideia que nunca saiu do papel. Na época, um contrato para a distribuição gratuita do sinal, foi assinado por Wosgrau e pelo diretor da W.N.I do Brasil, Nóbile Scandelari Júnior. O compromisso da Prefeitura foi de que em 60 dias a rede gratuita chegasse a 50 mil casas. Desde então, já se passaram 730 dias, e nada aconteceu.

Em março deste ano, já na gestão de Marcelo Rangel, a Prefeitura anunciou a adesão ao programa estadual Rede399 – Internet Para Todos. O projeto desenvolvido pela Secretaria para Assuntos Estratégicos do Estado tem o objetivo de difundir o uso da internet por 399 cidades do Paraná. Atualmente, 60 municípios paranaenses já estão pré-cadastrados no programa, mas Ponta Grossa, não está entre eles. Isso significa que a cidade apenas assinou um protocolo de intenção, mas não foi devidamente cadastrada no programa. De acordo com a Prefeitura Municipal, embora a inclusão digital seja uma das metas do governo Marcelo Rangel, a destinação de investimentos para a internet pública está condicionada à evolução da arrecadação municipal.

O diretor do Departamento de Informática da Secretaria Municipal de Gestão Financeira de Ponta Grossa, Carlos Eduardo Witkowski dos Santos, explica que para as ações previstas no protocolo firmado na adesão à rede399 sejam implantadas, ainda são necessários diversos requisitos. “A criação de uma rede pública de internet ainda não é viável técnica e financeiramente, porque depende de investimentos significativos da Prefeitura”, diz o diretor.

O Jornal da Manhã contatou a Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos do Paraná (Seae), responsável pelo programa Rede 399 – Internet Para Todos. De acordo com a assessoria de imprensa da Seae, o município não é obrigado a efetuar uma contrapartida financeira para adesão do programa, a única obrigação municipal nas primeiras etapas, é fornecer cooperação técnica.

O único ponto de internet pública em Ponta Grossa fica no Terminal Rodoviário da cidade. Mas há anos a população não consegue acessar a rede disponibilizada. A estudante de farmácia Kelly Cristina, utiliza a rodoviária uma vez a cada duas semanas para ir à outra cidade. Ela conta, que há muito tempo não consegue utilizar a internet pública do local. “Desde que pego ônibus aqui, consegui utilizar a internet apenas uma vez. Não sei qual é o problema, mas acontece com todos que tentam se conectar. Muitas pessoas que usam a rodoviária estão em vigem de trabalho, nesse caso a internet se torna muito importante. No meu caso, é essencial para ver e-mails, e para o meu estudo. É uma pena que não temos como usar”, explica a acadêmica.

PG não possui iniciativas digitais

Das 18 localidades que integram a Associação dos Municípios da Região dos Campos Gerais (AMCG), apenas sete possuem iniciativas digitais. Ponta Grossa não está entre eles. É o que mostra levantamento feito pela Rede Cidade Digital (RCD), iniciativa que promove neste mês a primeira etapa do II Congresso Paranaense de Cidades Digitais do Paraná.

O evento, que conta com o patrocínio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), será realizado em Curitiba, no próximo dia 21, e vai discutir as questões tecnológicas, políticas públicas e linhas de financiamento para implantação e/ou aperfeiçoamento de projetos na área para as regiões dos Campos Gerais, Litoral, Metropolitana de Curitiba, Centro e Sul do Estado.

Os dados da RCD mostram que os investimentos em infraestrutura e tecnologia da informação, direcionados para a inclusão digital e melhorias dos serviços prestados à população, foram realizados com recursos próprios pelas prefeituras de Castro, Carambeí, Ortigueira, Piraí do Sul, Porto Amazonas, Telêmaco Borba e Tibagi.

Acadêmicos da UEPG têm dificuldades no acesso à rede wi-fi

Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) existem pontos de internet livre, para uso dos estudantes. Mas nem sempre o sinal funciona.

O acadêmico de jornalismo, André Packer, estuda há mais de 4 anos no Bloco C do Campus Central da UEPG. Ele conta que é raro quando consegue utilizar a conexão de wi-fi pública no local. “Aqui no nosso bloco é muito difícil conseguir sinal. Em alguns lugares bem específicos é possível conectar. Mas geralmente a velocidade de conexão é bem baixa”, pontua Packer.

Sinal

Além da internet pública, que ainda é uma realidade distante para a população ponta-grossense. Moradores de várias regiões do município têm problemas com as redes privadas.

As principais reclamações são de que o sinal simplesmente não chega em certos locais. Não importa a operadora ou provedora de sinal, algumas pessoas ainda vivem isoladas da rede mundial de computadores.

Informações do Jornal da Manhã.

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