Projetos contribuem com o resgate histórico da cidade
Escritor Josué Correa Fernandes lança, durante o mês de outubro, o livro ‘Ponta Grossa: Histórias Mínimas’.

“Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”. Uma das mais famosas frases do pensador Heródoto é a resposta mais exata para responder os motivos de se estudar e realizar um resgate histórico local. Para manter viva algumas tradições e entender ainda mais sobre a história e os personagens da cidade, o escritor Josué Correa Fernandes lança, durante o mês de outubro, o livro ‘Ponta Grossa: Histórias Mínimas’.
A obra traz uma espécie de ‘linha do tempo’, desde 1º de janeiro de 1950, sobre fatos, locais e personagens marcantes da história ponta-grossense, resumidas em 1.250 verbetes ilustrados com cerca de 350 fotos. “Fiz questão de fazer um índice com o nome de todas as pessoas, logradouros e empresas citados no livro, para que não fosse apenas uma obra de história, mas também uma fonte de consulta para aqueles que desejam saber mais sobre a cidade”, explica Fernandes.
A pesquisa para a finalização do livro foi extensa, com mais de 8 anos dedicados a buscar e selecionar cada boa história vivida pelas terras dos Campos Gerais. “Não quis me apressar. Foi um trabalho bem devagar e detalhista. Já havia escrito outros livros, e aproveitei alguma coisa a respeito das obras que citavam Ponta Grossa e a região”, explica o escritor, que ainda utilizou de arquivos como o da Biblioteca Pública do Estado, Arquivo Público Nacional, Arquivo Público de São Paulo e do Rio Grande do Sul, além da própria biblioteca – espaço construído com obras obtidas, em boa parte, em sebos situados nos lugares por onde passou.
Autor
Além do ‘Ponta Grossa: Histórias Mínimas’, Josué Correa Fernandes ainda possui outras seis obras literárias – algumas delas também falam sobre temas locais, como ‘Corina Portugal: Histórias de Sangue e Luz’ e ‘Saga da Esperança: Socialismo Utópico à Beira do Ivaí’. Advogado de formação, Fernandes se considera um ‘historiador amador’ desde que tomou gosto por pesquisas históricas. Segundo ele, a paixão pelo tema vem desde o ginásio, quando tinha boas aulas de História.
Livro desmistifica origem do nome de Ponta Grossa
O livro funciona como uma espécie de ‘guia’ para aqueles que querem saber, por exemplo, porque a cidade tem o nome de Ponta Grossa, ou sobre as figuras mais importantes que nasceram ou já passaram pela região.
“Tem muita coisa que as pessoas conhecem, mas há informações bem pitorescas. Um dos exemplos é o nome da cidade. Seria muita petulância minha querer corrigir uma informação, mas minha contribuição diz respeito a origem da nomenclatura. Há uma história de que, no começo do século XIX, alguém pediu para que um empregado procurasse um lugar propício para a instalação de uma vila, e o nome surgiu porque ele teria dito: ‘olha, tem um bom espaço lá no capão da ponta grossa’. Mas o que pouca gente sabe é que o nome já existe desde o século XVIII, quando as autoridades portuguesas já davam menção ao ‘bairro de Ponta Grossa’ na nossa região”, detalha o escritor.
A obra ainda traz nomes de pessoas importantes para a consolidação do município, como médicos, governantes e até professores, além de outros ‘ilustres’ locais, que dão nome às principais ruas, avenidas, imóveis, praças e espaços públicos de Ponta Grossa.
Lançamento
O livro será lançado oficialmente no dia 26 de outubro, no espaço Famiglia Zaparolli, localizado na Avenida Visconde de Mauá, em Oficinas. No entanto, a obra já pode ser adquirida nas livrarias Curitiba (no Shopping Palladium) e na Universo da Leitura (nas proximidades da UEPG).





















