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PG exporta R$ 3,67 bi e tem o 22º maior superavit do país

Valor exportado pelo município até setembro já superou o montante registrado durante todo o ano passado

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Fernando Rogala

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Mesmo faltando três meses para acabar o ano, as exportações ponta-grossenses já superaram todo o valor exportado durante 2016. No acumulado, entre janeiro e setembro de 2017, já foram R$ 3,67 bilhões (US$ 1,15 bilhão) em produtos vendidos a outros países, originários de Ponta Grossa, valor quase R$ 130 milhões superior aos R$ 3,54 bilhões (US$ 1,12 bi) enviados ao exterior de janeiro a dezembro de 2016. Na comparação com o mesmo período no ano anterior (2,91 bilhões), o valor é 25,8% maior. Os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O principal motivo para isso, segundo explica Alex Sander Souza, Doutor em Desenvolvimento Econômico e integrante do Departamento de Economia da UEPG, é a safra recorde de soja, registrada no Paraná e no Brasil. “O complexo soja representa 76% das exportações de Ponta Grossa. Foi essa safra recorde que fez com que as exportações da cidade elevassem ainda mais. O produto mais exportado é a ‘torta’, que é o resíduo da produção de óleo de soja, exportado provavelmente para ser feito ração”, esclarece Souza. Ele lembra que as condições para exportar esses produtos foram favoráveis, já que não houve nenhuma drástica mudança neste período de um ano.

A alta nas exportações também fez com que o saldo da balança comercial ponta-grossense tivesse um grande incremento. No acumulado de janeiro a setembro o saldo atingiu o valor de R$ 2,65 bilhões (US$ 838 milhões) neste ano, contra R$ 2,03 bilhões (R$ 641 milhões) no ano passado. O valor acumulado em 2017 também já superou o superávit de todo o ano passado, de R$ 2,4 bilhões. As importações também tiveram uma alta, mas não no mesmo patamar das exportações: até setembro, R$ 1 bilhão em mercadorias chegou a Ponta Grossa, enquanto que, em 2016, este valor foi de R$ 886 milhões (alta de 14% neste ano). 

Depois do complexo soja, que acumulou R$ 2,8 bilhões exportados, o produto mais vendido a outros países por Ponta Grossa foi açúcar, que não é produzido na cidade, mas é armazenado (R$ 291 mil). Na sequência aparecem três produtos industrializados: embalagens da Tetra Pak, painéis OSB e latas de alumínio. A composição das exportações, adianta Souza, está parecida com a média do ano passado: 62,7% em produtos básicos, 19,8% de semifaturados e 17% de manufarurados.

Já entre os países que foram os maiores parceiros comerciais das empresas ponta-grossenses a China se destaca ao receber quase 25% de tudo exportado. “O maior mercado consumidor é a China, que é um grande comprador de soja do Brasil”, esclarece Alex Sander Souza.

Cidade é destaque nacional

Os resultados de alta nas exportações e no saldo da balança comercial colocam Ponta Grossa em evidência entre os países que mais fazem negócios com outros países. No ranking do saldo da balança comercial, por exemplo, Ponta Grossa tem o terceiro melhor saldo do Paraná (atrás apenas de Paranaguá e Maringá) e o 22º maior do Brasil. Já no ranking das exportações, Ponta Grossa está na quarta posição estadual, atrás também de São José dos Pinhais, mas à frente da capital estadual, Curitiba. No Brasil, está entre as 30 cidades que mais exportaram, ocupando a 28ª colocação.

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