Plebiscito chega a sete municípios da região
Consulta sobre separação do Sul terá três urnas em Ponta Grossa

Sete municípios da região estão na rota do movimento separatista ‘O Sul é o Meu País’ e terão urnas para a votação informal deste sábado (7). O polêmico plebiscito organizado pelo movimento terá início às 8h e vai até às 17 horas, período em que os eleitores poderão responder a seguinte questão: você quer que o Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul formem um país independente? As opções para preencher a cédulas são ‘Sim’ ou ‘Não’.
Nos Campos Gerais, vão receber o plebiscito os municípios de Arapoti, Piraí do Sul, Carambeí, Castro, Ponta Grossa, Telêmaco Borba e Tibagi. Segundo os organizadores, em Ponta Grossa haverá três urnas para os eleitores comparecerem.
Duas urnas serão colocadas no Terminal Central e Parque Ambiental. A terceira ficará no bairro Nova Rússia, na Avenida Dom Pedro II, próximo ao Shopping Total. A consulta pública informal foi batizada de Plebisul pelos separatistas. A organização do evento espera que pelo menos um milhão de pessoas participe da votação nos estados do Sul. Apesar da iniciativa participar de um movimento favorável à separação, os organizadores afirmam que qualquer pessoa pode participar e todos terão o direito à opinião garantida. “A votação é livre e deve ser incentivada para que ambas as opiniões sejam expressadas nas urnas. O objetivo desta Consulta Popular é saber verdadeiramente o que pensam todos os Sulistas. Por isso é muito importante que as pessoas que são contra a proposta participem e expressem livremente o seu voto”, informara porta-vozes do ‘O Sul é o Meu País’.
A votação sobre a criação de um novo país independente na região Sul será feita com cédulas de papel. Nos três estados sulistas, o plebiscito deve chegar a 1.191 municípios. Para os eleitores favoráveis à separação, o movimento pretende coletar assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular sobre o tema, que será encaminhado para o Congresso Nacional em 2018.
Legalidade
Não é de hoje que a legalidade do movimento separatista é questionada. No ano passado, houve uma tentativa de plebiscito, mas ela foi barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), primeiro em Santa Catarina. O TRE entendeu que o incentivo à separação é uma ameaça à segurança nacional.





















