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UEPG firma acordo com duas empresas de PG

O convênio foi assinado no Gabinete da Reitoria, com a presença do reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas

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Daniel Petroski

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A Agência de Inovação e Propriedade Intelectual (Agipi) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) formalizou dois acordos com empresas ponta-grossenses, nesta segunda-feira (2), para transferência de tecnologia e desenvolvimento de produtos. O convênio foi assinado no Gabinete da Reitoria, com a presença do reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas, do diretor da Agipi, Ricardo Ayub, e representantes da Forward Química do Brasil, Otto Ferreira Neto (diretor), e da Agrocete Industria de Fertilizantes, Priscila Figueiredo (diretora jurídica) e Luciane Muller Martins (supervisora de laboratório e desenvolvimento), além do diretor adjunto do Setor de Ciências Biológicas e da Saúde, Paulo Vitor Farago, e do chefe do Escritório de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia, Angelo Legat.

O convênio com a Forward Química do Brasil terá como coordenador o professor Paulo Vitor Farago. O documento prevê a cooperação mútua entre as partes, visando à validação em escala industrial de quatro patentes de pesquisadores da área de Odontologia e outros cursos das áreas da Saúde e de Tecnologia. Segundo o diretor Otto Ferreira Neto, a parceria com a UEPG faz parte do planejamento estratégico da empresa. “A inovação está na essência do nosso segmento de mercado”, diz, reforçando que sem a pesquisa em novos produtos a empresa perde competitividade.

De acordo com Otto Ferreira Neto, neste ano, a Forward Química do Brasil foi uma das vencedoras da etapa estadual do Prêmio MPE Brasil, categoria indústria. A premiação reconhece a excelência em gestão de micro e pequenos negócios, com base no Modelo de Excelência em Gestão (MEG), da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Agora, a Forward disputa a etapa nacional do prêmio. A empresa fundada em 1996 está instalada no Distrito Industrial de Ponta Grossa e atua como fabricante de uma vasta linha de produtos químicos, através de uma filosofia que presa pelos mais elevados índices de qualidade exigidos pelo mercado.

Na transferência de tecnologia, a empresa vai trabalhar na produção em escala industrial de quatro produtos pateteados pela UEPG. A primeira dessas patentes é intitulada “Micropartículas metacrílicas contendo clorexidina para uso em cimentos de ionômero de vídro”, que tem como inventores o professor Paulo Vitor Farago e os acadêmicos Stella Reinke e Márcio Rastelli.  Outra pesquisa obteve o ”Polímero metacrilato quaternário de amônia”, que aumenta a durabilidade dos materiais e a efetividade antimicrobiana. A pesquisa tem como titulares os professores João Carlos Gomes e Paulo Vitor Farago e a acadêmica Yasmine Pupo.

A terceira patente versa sobre um produto “Co-iniciador para resinas compostas com efeito antimicrobiano “, que potencializa a propriedade antimicrobiana do material para restauração dentária à base de resina composta. Assinam a pesquisa Bruna Fortes Bittencourt, John Alexis Dominguez, Luís Antônio Pinheiro, Paulo Vitor Farago, Osnara Maria Mongruel Gomes e João Carlos Gomes. A quarta patente se constitui em um “Processo de obtenção e uso de sistemas clareadores dentais contendo nanoparticulas de Hidroxiapatita, desenvolvida pelo professor Paulo Vitor Farago e outros.

O acordo com a Agrocete Indústria de Fertilizantes prevê o desenvolvimento e execução conjunta de ações, programas e projetos na área de produção, formulação e qualidade de inoculantes bacterianos para culturas agrícola, além do intercâmbio em assuntos educacionais, científicos, tecnológicos e de pesquisa relacionados à temática, cuja propriedade intelectual. Em suma, em parceria a UEPG e a empresa vão desenvolver produtos que poderão resultar em patentes em co-titularidade.

A diretora jurídica da Agrocete, Priscila Figueiredo, destaca “a oportunidade da parceria com a UEPG, no desenvolvimento de produtos inovadores, com padrões de qualidade e sustentabilidade e ambientalmente corretos”. De parte da UEPG, o convênio terá como coordenadora a professora Jesiane Stefania da Silva Batista, do Departamento de Biologia Estrutural, Molecular e Genética e integrante do Laboratório de Biologia Molecular Microbiana (Labmom), no qual são realizadas pesquisas nas áreas de Bioquímica, Biologia Molecular e Microbiologia, visando principalmente a sustentabilidade ambiental.

A Agrocete foi fundada em 1980 e está instalada no Bairro do Cara-Cara. Hoje é referência nacional na área de fertilizantes especiais, mantendo parcerias estratégicas com empresas e atuação mundial, com foco na alta competitividade na distribuição de seus produtos no mercado nacional e internacional. A unidade de produção de inoculantes é considerada uma das mais modernas da América Latina. Em 2015, a empresa tornou-se a primeira produtora brasileira de fertilizante foliar a instalar uma unidade de distribuição no Paraguai. A manutenção da qualidade e a ampliação da participação no mercado são os focos da parceria com a UEPG.

O diretor da Agipi, professor Ricardo Ayub considera a assinatura desses dois acordos um marco nas relações da UEPG com o setor produtivo. “Até então tínhamos apenas um acordo de transferência de tecnologia, num universo de 80 patentes cadastradas na Agipi”, disse, ressaltando o potencial dos pesquisadores da instituição no desenvolvimento de processos e produtos inovadores. “É um passo importante que vai marcar a instituição, principalmente em relação ao desenvolvimento de um produto em parceria com a iniciativa privada, num processo que vai resultar em uma ou mais patentes”.

O reitor Carlos Luciano Santa’Ana Vargas observa a importância da aproximação entre a universidade e a iniciativa privada, para o desenvolvimento tanto da academia quanto do setor produtivo. Ele afirma que o potencial das universidades precisa ser melhor aproveitado pela indústria. Observa que no Brasil, 70% dos doutores e pesquisadores estão nas instituições de ensino superior públicas; e 30% nas indústrias. “Em países como a Coréia do Sul e outros que estão bem à frente do Brasil no segmento da inovação, essa proporção se inverte”, diz. Nesse sentido, parabenizou os gestores das Forward e da Agrocete pela visão estratégica de buscar soluções inovadoras na universidade, onde se produz o conhecimento no país.

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