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Fiep propõe construção de novo aeroporto em PG

Em reunião com a Secretaria da Aviação Civil, dentro de duas semanas, FIEP irá propor elaboração do Projeto Executivo do novo aeroporto

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| Autor: Fernando Rogala

Fernando Rogala

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A construção de um novo aeroporto em Ponta Grossa, para receber os voos de grandes aviões a jato das maiores companhias aéreas do país, será proposta pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em uma reunião, agendada para daqui duas semanas, com a Secretaria da Aviação Civil (SAC), em Brasília. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (2) pelo executivo do Conselho de Infraestrutura da Fiep, João Arthur Mohr, que esteve em Ponta Grossa para a apresentação do Plano Estadual de Logística e Transporte (PELT-2035), elaborado pela Fiep, em parceria com outras entidades. O novo projeto poderia servir, inclusive, de alternativa para o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, caso o mesmo esteja fechado por alguma situação adversa.

Uma das prioridades dessa reunião será o Aeroporto Santana, que está elencado no PELT como ‘prioridade’. Embora o aeroporto já receba os voos da Azul, na rota até Campinas, o debate será para investimentos, de modo a melhorar as condições da pista, reduzindo a transferência dos voos para Curitiba. Ao falar desse projeto, será abordado o projeto da construção de um novo aeroporto, para receber aviões maiores, a jato, os quais não são possíveis operar atualmente no município. “Nessa reunião vamos começar a discutir isso. Será a primeiro debate sobre esse novo aeroporto, vamos sentir o que eles falam”, relata Mohr.

O executivo do conselho da Fiep justifica a construção pela demanda do município e porte da região dos Campos Gerais. Como ele lembrou, em pesquisa feita há cerca de dois anos, Ponta Grossa tinha a maior demanda entre os municípios do Paraná que não possuíam voos regulares. Outra justificativa é a construção de um novo aeroporto em Renascença, que servirá como regional para os municípios de Francisco Beltrão e Pato Branco. Este será construído com recursos federais, como será proposta a construção em Ponta Grossa. Não há ainda um projeto para a cidade, por isso não há a estimativa do valor a ser aplicado, mas esse montante não deverá ser inferior aos R$ 120 milhões que serão investidos no novo aeroporto projetado para a região Oeste.

Mohr explica que como o Aeroporto Santana está ‘enclausurado’ entre dois modais (rodovia e ferrovia), ao invés de fazer um grande investimento para ampliar a pista existente, utilizar esses recursos para viabilizar o novo aeroporto. “Sabemos que [o Santana] tem suas limitações, com uma pista de 1,4 mil metros, uma cabeceira na rodovia e outra na ferrovia. Então a solução seria, desde já solicitar, à SAC, através dos programas de incentivo à aviação regional, que nos dê apoio para que inicie o projeto executivo, e a busca de locais ideais para que se possa construir um novo aeroporto”, informa.

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Projeto levaria cerca de 10 anos para ser executado

A intenção é iniciar as tratativas com o Governo Federal desde já, segundo João Arthur Mohr, devido ao longo processo existente até iniciar as obras e concluí-las. Partindo do início do projeto executivo até o primeiro voo, a estimativa é de 10 anos para a execução. Ele exemplifica que o Aeroporto de Criciúma, em Santa Catarina, levou exatamente 10 anos do momento da concepção até primeiro voo.  “São muitas licenças ambientais, desapropriação, identificação do local, sentido da pista em relação à direção do vento predominante, toda parte de projetos básicos e executivos, busca de recursos para a execução e até a execução propriamente dita”, diz.

Apesar do prazo, para Mohr a região teria um modal aéreo do porte condizente com suas demandas. “Temíamos em Ponta Grossa aeroporto que a região merece, com jatos, Boeing’s das maiores companhias brasileiras, que possam pousar e decolar, e não apenas o turboélice. Até lá, seria atendido pelo ATR-72, que opera aqui, mas em 10 anos, com potencial que tem Campos Gerais, e até para ser alternativa caso Curitiba feche”, ressalta.

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Santana poderá receber mais voos

Uma das principais reivindicações da Fiep para o Aeroporto Santana é que a pista seja alargada. Hoje ela tem 28,5 metros, mas, para a entidade, é importante que ela seja ampliada para 45 metros. “Isso tornaria o aeroporto mais seguro para a sua operação, de pousos e decolagens. Se, ao pousar, o vento tiver numa posição transversal, em uma intensidade mais forte, ele alterna o voo e acaba pousando em Curitiba. Ao alargar a pista, cria uma margem de segurança”, relata Mohr. Ele lembra o que o Governo Federal já tem cerca de R$ 40 milhões destinados para o Aeroporto Santana, e que essa ampliação poderia ser incluída nesse orçamento. Com essas obras, a cidade teria segurança para receber mais voos. “Com os recursos, Ponta Grossa, poderia receber, no mínimo, dois voos diários para São Paulo e um para o interior do Estado, como Foz do Iguaçu, que tem muita demanda”, informa.

O PELT

O PELT foi apresentado nesta segunda-feira (2) em Ponta Grossa. Além de elencar obras prioritárias e necessárias para todo o Estado do Paraná nos próximos 20 anos neste setor, necessidades regionais foram reveladas à imprensa, empresários e lideranças regionais. Entre elas, além do aeroporto, estão o aumento da capacidade do transporte ferroviário, ampliação da capacidade das rodovias e o contorno de Ponta Grossa.

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