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Mãe acusada de matar bebê fará tratamento médico

Maria Geni Lourenço de Oliveira foi considerada portadora de transtornos psiquiátricos e foi levada para o Complexo Médico Penal na região de Curitiba

Maria Geni foi considerada portadora de transtornos psiquiátricos e fará tratamento médico
Maria Geni foi considerada portadora de transtornos psiquiátricos e fará tratamento médico -

Gabriel Sartini

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Maria Geni Lourenço de Oliveira foi considerada portadora de transtornos psiquiátricos e foi levada para o Complexo Médico Penal na região de Curitiba

O Tribunal do Júri de Ponta Grossa reconheceu que Maria Geni Lourenço de Oliveira é portadora de transtornos mentais e condenou a mulher de 42 anos a tratamento no Complexo Médico Penal da região de Curitiba. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (28) no Fórum de Ponta Grossa. Ela era acusada de degolar a filha recém-nascida, que tinha apenas três dias à época do crime, e também de ocultação de cadáver, já que escondeu o corpo do bebê no quintal de casa.

A defesa da acusada pedia a absolvição total da ré alegando inimputabilidade devido à doenças mentais, além de depressão. O júri não aceitou a absolvição e considerou que ela cometeu o crime movida por motivo fútil e utilizando-se de meio cruel. No entanto, os jurados concordaram que ela não poderia ir para a prisão por ser portadora de transtornos psiquiátricos e a prisão preventiva dela foi convertida em internamento em uma clínica.

Agora, Maria Geni deve permanecer por pelo menos três anos no Complexo Médico Penal, mas a internação pode se tornar permanente caso os médicos do local avaliem que ela oferece riscos a outras pessoas caso seja colocada em liberdade.

O crime foi cometido em março de 2016. A mulher tentou esconder o corpo embaixo de restos de telhas. Ela foi presa em flagrante, encaminhada a Cadeia Pública Hildebrando de Souza, e posteriormente transferida para Curitiba por medida de segurança. Outras detentas teriam tentado agredi-la. A mulher permaneceu em um estabelecimento específico para pessoas com doenças mentais na capital do Estado desde então.

Em entrevista ao portal aRede e ao Jornal da Manhã assim que foi presa, a mulher confessou a autoria e deu detalhes de como praticou o crime. “Era quase meia-noite. Eu matei ela, enrolei em um plástico preto e deixei no quintal de casa”, contou, sem esboçar nenhum sentimento. Ela alegou dificuldades em criar a filha por problemas financeiros. A Polícia Militar (PM) informou na época que Maria Geni teria utilizado um pedaço de madeira para apoiar a criança e a degolado com uma faca de cozinha. “Eu lavei a faca e guardei em cima do guarda-roupas”, explicou na sequência da entrevista. Divorciada, a mulher já comentava que sofria de depressão. “Eu tomo remédio, mas estava há três dias sem tomar”, declarou. Por conta da gravidez, ela garantiu que não tinha se medicado durante a gestação.

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