Plauto mantém projeto de redução da Escarpa Devoniana | aRede
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Plauto mantém projeto de redução da Escarpa Devoniana

Deputado do Democratas acredita que escolha sobre redução da Escarpa Devoniana deve ser feita no plenário. Presidente da Comissão de Meio Ambiente ainda analisa a proposta

Deputado Plauto Miró (DEM). Foto: Sandro Nascimento/Alep (crédito obrigatório)
Deputado Plauto Miró (DEM). Foto: Sandro Nascimento/Alep (crédito obrigatório) -

Afonso Verner

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O deputado estadual Plauto Miró Guimarães (DEM), 1º secretário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), não irá retirar o projeto de lei 527/2017 que pretende diminuir de 392 mil hectares para 126 mil hectares da Escarpa Devoniana, área que perpassa 12 municípios dos Campos Gerais. O PL perdeu o apoio de uma importante liderança governista durante essa semana após o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), líder do Governo na Assembleia, retirar a assinatura do projeto.

Romanelli justificou a decisão. “Ouvi a voz das ruas e dos ambientalistas, e fiz uma autocrítica, sempre defendi o meio ambiente e creio que a redução do perímetro não é a melhor alternativa”, afirma. “Nunca tive compromisso com o erro e por isso retiro a minha assinatura do PL e trabalharei contra a aprovação, e já fiz um apelo aos outros co-autores para que arquivemos o projeto”, continua o deputado.

Além de Plauto, também assinam o projeto de lei que prevê a diminuição da área de preservação (APA) da Escarpa Devoniana os deputados Ademar Traiano (PSDB), presidente do Legislativo Estadual, e o deputado estadual Pedro Lupion (DEM). Procurado pela reportagem, Plauto refutou a possibilidade de retirar o projeto de votação e classificou como algo “natural” a retirada da assinatura de Romanelli.

“Mantenho o projeto por acreditar na necessidade de se fazer o redimensionamento da APA que hoje compreende áreas que não tem relação elementos de preservação [ambiental]. Essa readequação não afeta a preservação da área, ao contrário, traz segurança jurídica a todos”, justificou o primeiro secretário da Assembleia Legislativa. Atualmente o PL aguarda o relatório da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Alep, presidida por Rasca Rodrigues (PV).

Rasca já adiantou que deve dar parecer contrário à aprovação do projeto de lei e ressalta que aguarda diligências de órgãos do próprio Governo, como o Instituto de Terras, Cartografia e Geologia do Paraná (ITGC-PR) e da Câmara Técnica de Biodiversidade do Conselho Estadual do Meio Ambiente para oficializar o posicionamento. “Acredito que o projeto agride a natureza e é importante rejeita-lo”, defende Rodrigues.

Rasca fala em “enfraquecimento” da proposta

O presidente da Comissão ressalta ainda que o recuo de Romanelli deve enfraquecer o trâmite da proposta. “A saída dele [Romanelli] é um sinal de que a pressão dos movimentos e das ruas tem surtido efeito, houve um recuo político e acredito que a proposta perde força dentro da Assembleia, mas é preciso esperar a votação no plenário para ter essa certeza”, esclareceu Rasca. O parecer da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente não tem data para ser divulgado e o próprio parecer deverá ser votado na Comissão e no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná, seja ele contrário ou não.

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