Corpos aguardam identificação no IML há mais de um ano
O Instituto Médico Legal de Ponta Grossa (IML) tem, atualmente, cinco corpos e três ossadas sem identificação no freezer de armazenamento. Outros 3 corpos já estão em avançado estado de putrefação. Os cadáveres são de seis homens e duas mulheres.
Como não há prazo determinado para que os corpos sem identificação permaneçam no IML, o necrotério do órgão acaba se transformando em um 'estoque' de cadáveres.
Quando um corpo chega ao necrotério, a identificação ocorre em até 15 dias. Neste período, familiares encontrados pela polícia fazem a identificação e liberação dos corpos para o enterro. Quando isso não acontece, para que os corpos possam ser enterrados como indigentes, é necessário a emissão de um alvará do Poder Judiciário, autorizando o sepultamento dos mortos não identificados.
"A maioria dos corpos são de andarilhos de beira de estrada e moradores de rua, que são encontrados mortos e sem nenhum tipo de documento", destaca Igor Azevedo Tostes, perito e médico legista do IML de Ponta Grossa. O perito esclarece que a liberação do corpo no IML só pode ser feita quando a identificação é 100% garantida, com documentos apresentados pela família.
A conservação dos corpos nos freezers de armazenamento é feita somente através do controle de temperatura, que varia de -10ºC a -12ºC. Nessa temperatura, a decomposição fica apenas mais lenta, mas não é completamente interrompida.
'Aniversário'
Segundo informações obtidas junto aos funcionários do IML de Ponta Grossa, existem corpos que estão há mais de um ano aguardando a identificação. O corpo de uma mulher branca com 1,60 m foi encontrada às margens de um rio na cidade de Rio Azul no dia 10 de agosto do ano passado e ainda não foi identificado. Há oito meses, os médicos aguardam algum familiar de um homem de cor branca, olhos verdes, cabelos loiros e 1,80 m de altura que veio da cidade de Reserva sem qualquer documento.





















