Jovem expele gaze três meses após parto normal em PG | aRede
PUBLICIDADE

Jovem expele gaze três meses após parto normal em PG

Mulher usou as redes sociais para relatar o caso. Hospital se manifestou em nota

Imagem ilustrativa da imagem Jovem expele gaze três meses após parto normal em PG
-

Da Redação

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O que era para ser o momento mais sublime da vida de um casal se transformou em dor de cabeça e preocupação para dois moradores de Ponta Grossa. Quase três meses depois de dar à luz ao primeiro filho, uma mulher acusa a equipe médica de um hospital da cidade de esquecer uma gaze de 30 centímetros dentro dela. O desabafo foi feito nas redes sociais e a mulher, que pediu para não ser identificada, relatou o drama à equipe do portal aRede e do Jornal da Manhã.

“Eu estava no banheiro e quando tossi senti alguma coisa saindo pelo órgão genital”, relembra a jovem, que fez o parto normal no dia 13 de junho e se deparou com essa situação nesta semana. “Antes de tirar [a gaze] eu chamei minha mãe, chamei meu marido […] Eu estava com muito medo, minha mãe falou para eu puxar e eu fiquei mais assustada ainda por ver que era uma gaze que eles tinham esquecido dentro de mim”, relata.

Depois de encontrar o material, a jovem chegou a procurar o hospital onde fez o parto para pedir explicações. “No início, a todo momento tentavam insinuar que era mentira minha. Quando elas viram que tinha sangue e mau cheiro [na gaze], elas tentaram mudar a versão e colocar a culpa em mim por não ter ido na consulta pós-parto”, comenta a mulher, que ainda argumenta que “mesmo eu indo, eles ainda teriam esquecido o material em mim, isso não justifica nada, eles terem esquecido o material dentro de uma paciente”. Ela já procurou um médico e está apenas com uma infecção bacteriana. “A médica disse que eu tive muita sorte”, comenta.

A paciente conta que já procurou uma advogada e pretende entrar com uma ação por danos morais e pedido de indenização contra o hospital. “O marido dela [advogada] é médico e vai pegar a gaze para coletar o material e comprovar que não é mentira minha”, completa a mulher.

Nota do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU)

“Sobre o caso da paciente que supostamente teria expelido um tampão de gaze pela vagina, três meses após o parto no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG), a direção técnica da Maternidade do HU informa que:

- A referida paciente deu entrada no HU em 13 de junho de 2017; deu à luz no dia 14 de junho; e recebeu alta em 15 de junho.

- Parto foi normal, sem qualquer tipo de intercorrência que exigisse a utilização de gazes ou outros procedimentos e materiais.

- Ao longo desses três meses, em momento algum já paciente procurou o hospital.

- A paciente compareceu ao HU nesta quarta-feira (6/9), procurando a assistência social; a equipe médica foi comunicada da sua presença e realizou uma série de exames para avaliar o seu estado clínico.

- Os resultados dos exames realizados apontam para um estado clínico absolutamente normal, sem qualquer processo de infecção, o que seria normal no caso de uma pessoa que permaneceu, por três meses, com um objeto estranho no corpo.

- A gaze supostamente expelida não apresenta coloração de material que estivesse por três meses dentro do corpo de uma pessoa.

- Nesse período a paciente poderia ter notado algo de anormal com seu corpo, por uma série de sinais, tais como a menstruação, dores, cólicas e febre.

- Todas os pacientes do HU, incluindo as puérperas, recebem orientações que, diante de qualquer alteração no seu estado de saúde, retornem ao hospital ou procurem a unidade de saúde mais próxima.

- A equipe do HU está dando toda a assistência à paciente desde o momento em que ela procurou o hospital”.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right