Mulher usa as redes sociais para vender diplomas falsos
Estelionatária usa grupos de venda e troca de produtos do município. Preço, segundo a mulher, é promocional
Uma mulher vem usando as redes sociais para cometer crimes e fazer vítimas em Ponta Grossa. Com postagens rápidas, que não passam de 50 minutos no ar - tempo necessário para conseguir os contatos de interessados -, ela busca grupos de venda e troca de produtos do município para comercializar diplomas falsos do ensino fundamental e médio.
A denúncia chegou até a equipe de reportagem após o funcionário de um centro educacional que oferta curso supletivo estabelecer uma negociação com a estelionatária. “Por trabalharmos com essa realidade, sempre estamos atentos para flagrar esse tipo de ação”, contou Marcos Sérgio, relações públicas da instituição.
A mulher cobra R$ 550 por diploma – preço considerado pela criminosa como promocional. “Ela age tranquilamente. Basta chamá-la através do bate-papo que a comercialização tem início”, afirma Sérgio. Para não estimular a prática ilegal, atendendo aos princípios da ética jornalística, não iremos repassar o nome da mulher. Ela seria de Brasília. “Para convencer, a mulher envia fotos de como ficará o documento. Nas imagens, o nome da instituição que aparece é do Distrito Federal. Inclusive, o diploma vem com carimbos e assinaturas”, detalha o funcionário. Antes de passar os dados da conta para que o depósito do valor acertado seja feito, a estelionatária solicita uma cópia do RG e uma foto do solicitante. A entrega seria por meio de uma correspondência enviada pelos Correios.
Sérgio revela que de posse do material, procurou a instituição que aparece no diploma falsificado. “A direção da escola pediu que eu encaminhasse toda a conversa e imagens para eles. Afirmaram ainda que já haviam sido acionados por conta desse tipo de crime em uma situação semelhante em São Paulo”, explicou.
O funcionário defende que resolveu tornar público o caso para alertar os riscos dessa prática criminosa em ambos os sentidos. “Mesmo assim, quem sempre saí perdendo é a pessoa que busca esse tipo de serviço”, opinou.
Compra é definida como crime dentro do Código Penal
Segundo o Código Penal, comprar diploma é crime por se tratar de uma falsificação de documento público. Isso é válido, mesmo para faculdades particulares - este caso específico atende a questão do interesse público. A pena inclui reclusão de dois a seis anos, além de possível multa. Adicionalmente, caso a falsificação tenha gerado prejuízo para alguém, pode-se ainda responder em esfera civil, com indenizações a serem pagas para os prejudicados. Da mesma forma, quem produz ou apenas comercializa, também pode sofrer penalizações legais.





















