VCG emite nota e questiona relatório da ‘CPI do Transporte’
Viação Campos Gerais (VCG) emitiu nota para questionar pontos do relatório apresentado pela CPI instaurada na Câmara de Vereadores

A Viação Campos Gerais (VCG) emitiu, via assessoria de imprensa, uma nota oficial sobre o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG). O relatório foi apresentado pelos membros da Comissão na última quarta-feira (23) e pede a revisão do contrato mantido entre a VCG, empresa concessionária do serviço de transporte público, e a Prefeitura de Ponta Grossa (PMPG).
Conhecida como ‘CPI do Transporte’, a comissão foi presidida por George de Oliveira (PMN) e teve como relator Daniel Milla (PV). Entre os apontamentos do relatório final, está a sugestão de auditoria no contrato, contratação de mais servidores para fiscalizar o cumprimento do contrato por parte da VCG e ainda o questionamento de alguns pontos da planilha que rege o custo do transporte coletivo e, consequentemente, o valor da tarifa de ônibus.
Em nota, a empresa afirmou que “não opõe nenhuma restrição a toda fiscalização exercida sobre os serviços, pelo poder concedente. Embora entenda que uma estrutura de fiscalização maior tem impacto no custo do sistema, não sendo, no entanto, de competência da empresa a definição do tamanho adequado dessa estrutura”. Ainda em nota, a Viação criticou a falta dos vereadores em uma reunião agendada com os representantes da empresa.
“Sobre as dúvidas relativas ao item “Despesas Gerais”, constante em planilha, a VCG entende que estas poderiam ter sido esclarecidas se os integrantes da CPI tivessem comparecido a visita à empresa. Tal encontro foi marcado na ocasião do depoimento do representante da empresa à CPI e desmarcado por integrantes da comissão, em cima da hora, inclusive quando um dos membros do CMT já se encontrava na garagem da empresa”, informa a nota.
A CPI também havia sugerido ao Executivo a revisão do reajuste da tarifa concedido em fevereiro deste ano e um novo reajuste levando em conta o índice inflacionário do período. “A sugestão de que a tarifa seja revista e corrigida pelo INPC não tem respaldo legal. Os custos do serviço levam em conta as informações da planilha, que faz uma fotografia geral do sistema, considerando, inclusive, a variação do número de passageiros o que não é levado em conta por nenhum indicador financeiro e que é determinante na definição do valor da tarifa”, afirmou a VCG em nota.
Por fim, a Viação informou ainda que “nenhum dos tópicos observados no relatório final da CPI desabona ou coloca em questão a legalidade do serviço prestado pela empresa, que está e sempre esteve à disposição para qualquer auditoria por parte do poder concedente”.





















