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Acusado de matar casal será julgado em outubro

Crime aconteceu em maio de 2015; Tonho Índio é acusado de matar casal de jovens na saída de um bar e vai a júri popular

Corpos foram encontrados dias depois do crime enterrados no núcleo Pitangui | Arquivo JM
Corpos foram encontrados dias depois do crime enterrados no núcleo Pitangui | Arquivo JM -

Gabriel Sartini

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Crime aconteceu em maio de 2015; Tonho Índio é acusado de matar casal de jovens na saída de um bar e vai a júri popular

Amigos e familiares de Simone de Paula Carneiro de Jesus e de Ricardo Baranoski celebraram nesta semana quando a Justiça marcou a data do julgamento de Antônio José Padilha, conhecido como Tonho Índio, acusado de assassinar o casal. O júri popular será realizado no dia 3 de outubro, a partir das 8h30, no Fórum de Ponta Grossa. A decisão é da juíza Letícia Pacheco Lustosa.

Conforme consta na denúncia oferecida no Ministério Público, Índio é acusado da morte de Simone e Baranoski depois que eles saíram de um bar na rua Rio Cavernoso, nas proximidades do Contorno Leste, em Ponta Grossa, na madrugada de 16 de maio de 2015. De acordo com o MP, o acusado sacou um revólver e deu um tiro na vítima logo após saírem do bar, “local em que estavam ingerindo bebidas alcoólicas – encontrando-se a vítima, portanto, completamente desprevenida, desarmada e sem chance alguma de esboçar qualquer reação defensiva”.

O MP também aponta que, no mesmo momento, o acusado agrediu Simone até a morte, utilizando-se de um objeto contundente para desferir lesões na cabeça, abdômen e tórax da vítima que levaram à morte da jovem. “Acrescente-se que o denunciado utilizou- se de meio cruel para ceifar a vida da vítima, eis que a espancou com especial brutalidade”, complementa a denúncia do MP, que destaca ainda que o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e também “em virtude de sua condição de mulher, ou seja, teve motivação de gênero feminino, eis que agiu em decorrência da relação de afetividade anteriormente existente, menosprezando a vítima, tendo, inclusive, a despido quando da prática do crime”.

Além dos homicídios qualificados, Tonho Índio também é acusado de ocultação de cadáver, já que os corpos foram levados para um local isolado nas proximidades do campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e cobertos com folhas e galhos para evitar que o crime fosse descoberto pelas autoridades. Índio também responderá por posse ilegal de munição e crime de ameaça contra outra pessoa. Ele segue preso enquanto aguarda o julgamento.

Os advogados Fernando Madureira e Angelo Pilatti Junior, que representam as famílias das vítimas, informaram que “as famílias estão ansiosas para que se faça Justiça, e que este hediondo crime praticado covardemente contra estes jovens não fique impune”.

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