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Acipg apresenta projeto de nova sede e define prazos

Construída na avenida Visconde de Taunay, novo prédio será construído em até quatro anos. Necessidade de expansão da atual sede motivou obra

Imagem ilustrativa da imagem Acipg apresenta projeto de nova sede e define prazos

Fernando Rogala

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A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) definiu o projeto para a construção de sua nova sede. Os prazos também já foram confirmados: início das obras em 2018 e previsão de inauguração em 2022, ano do centenário da entidade. Seis projetos foram apresentados à diretoria, em reuniões realizadas até julho, e um deles, o da empresa ponta-grossense Esfinge Arquitetura e Engenharia, foi o escolhido. A obra será realizada no terreno da entidade, localizado na Avenida Visconde de Taunay, no bairro Ronda, nas proximidades da Apasem.

Agora, a empresa tem seis meses para detalhar o projeto, fase na qual será apresentada a estimativa do valor a ser aportado. O diretor da Acipg e presidente da Comissão da Nova Sede, Nilton Fior, explica que a decisão por investir neste momento ocorreu pela necessidade, já que a atual sede já não comporta mais a expansão da entidade. “O prédio atual já está pequeno para as atividades da Acipg; o tamanho físico de hoje não comporta a expansão das atividades pelas limitações físicas. Como existe a intenção da atual diretoria e da próxima para a expansão, isso implica em ter uma nova sede”, relata Fior.

Outro fator de extrema importância, devido à saturação do trânsito na cidade, é um estacionamento próprio. “É a falta de conforto aos usuários em relação estacionamento, que cada dia é mais relevante para os nossos associados e clientes de serviços”, completa. Assim a construção irá privilegiar a quantidade de vagas: dois subsolos serão destinados apenas para os veículos. A parceria com a Isae/FGV para cursos de MBA também é apontada como fundamental para o projeto de ampliação.

Os recursos para a construção da sede são próprios. Mas haverá parcerias para alguns setores. “A construção da sede ocorrerá exclusivamente com recursos da Acipg. Temos um valor em caixa, mas é provável que precisaremos recorrer a financiamento da longo prazo, como se já fez da construção da atual sede e anexo da atual sede”, informa. Já a construção do centro de eventos será feita com um parceiro, onde a entidade faria uma troca com terreno. Um outro edifício poderá ser construído através de parceria. “Esse outro empreendimento dependerá do investidor parceiro e poderá ser um espaço corporativo, comercial ou até residencial”, apontou Fior.

Para o presidente da Acipg, Douglas Taques Fonseca, esse é um momento importante porque a Associação se prepara para uma expansão que foi muito bem planejada. “Estamos trabalhando com os dois pés no chão. Sabemos que teremos dificuldade porque não é um projeto fácil, mas toda caminhada começa com primeiro passo e já demos esse passo. Vamos construir uma sede que abrigue a Associação pelos próximos 100 anos”, disse.

Empreendimento terá seis pavimentos e amplo auditório

O espaço terá aproximadamente 8,5 mil metros quadrados de área construída, divididos em seis pavimentos: dois de subsolo para estacionamento e outros quatro de área comercial. O local contará ainda com estacionamento amplo, auditório com 360 lugares, salas para locação e salas de aula especialmente projetadas para educação executiva, nos moldes de escolas de negócios reconhecidas internacionalmente. Há a possibilidade, inclusive, da instalação de um heliporto, para o pouso de helicópteros, como mostra o projeto. “Existe a proposta de um heliponto, mas em função do quanto isso significaria no orçamento, a atual diretoria vai analisar após receber o orçamento se a instalação irá compensar”, aponta.

Projeto poderá receber selo verde

Entre as seis empresas participantes do edital, quatro eram de Curitiba e duas de Ponta Grossa. De acordo com o arquiteto responsável pelo projeto escolhido, Marco Moro, da empresa Esfinge Arquitetura e Engenharia, o prédio foi desenhado para ser sustentável e pode inclusive pleitear o selo verde, com reaproveitamento de água e painéis fotovoltaicos. “Tivemos ótimos projetos e a proposta vencedora foi escolhida porque apresentou a melhor opção de ocupação do terreno”, ressaltou Fior.

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