Acipg apresenta projeto de nova sede e define prazos
Construída na avenida Visconde de Taunay, novo prédio será construído em até quatro anos. Necessidade de expansão da atual sede motivou obra
A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta
Grossa (Acipg) definiu o projeto para a construção de sua nova sede. Os prazos
também já foram confirmados: início das obras em 2018 e previsão de inauguração
em 2022, ano do centenário da entidade. Seis projetos foram apresentados à
diretoria, em reuniões realizadas até julho, e um deles, o da empresa
ponta-grossense Esfinge Arquitetura e Engenharia, foi o escolhido. A obra será
realizada no terreno da entidade, localizado na Avenida Visconde de Taunay, no
bairro Ronda, nas proximidades da Apasem.
Agora, a empresa tem seis meses para detalhar o projeto,
fase na qual será apresentada a estimativa do valor a ser aportado. O diretor
da Acipg e presidente da Comissão da Nova Sede, Nilton Fior, explica que a
decisão por investir neste momento ocorreu pela necessidade, já que a atual
sede já não comporta mais a expansão da entidade. “O prédio atual já está
pequeno para as atividades da Acipg; o tamanho físico de hoje não comporta a
expansão das atividades pelas limitações físicas. Como existe a intenção da
atual diretoria e da próxima para a expansão, isso implica em ter uma nova
sede”, relata Fior.
Outro fator de extrema importância, devido à saturação do
trânsito na cidade, é um estacionamento próprio. “É a falta de conforto aos
usuários em relação estacionamento, que cada dia é mais relevante para os
nossos associados e clientes de serviços”, completa. Assim a construção irá
privilegiar a quantidade de vagas: dois subsolos serão destinados apenas para
os veículos. A parceria com a Isae/FGV para cursos de MBA também é apontada
como fundamental para o projeto de ampliação.
Os recursos para a construção da sede são próprios. Mas
haverá parcerias para alguns setores. “A construção da sede ocorrerá exclusivamente
com recursos da Acipg. Temos um valor em caixa, mas é provável que precisaremos
recorrer a financiamento da longo prazo, como se já fez da construção da atual
sede e anexo da atual sede”, informa. Já a construção do centro de eventos será
feita com um parceiro, onde a entidade faria uma troca com terreno. Um outro
edifício poderá ser construído através de parceria. “Esse outro empreendimento
dependerá do investidor parceiro e poderá ser um espaço corporativo, comercial
ou até residencial”, apontou Fior.
Para o presidente da Acipg, Douglas Taques Fonseca, esse é um momento importante porque a Associação se prepara para uma expansão que foi muito bem planejada. “Estamos trabalhando com os dois pés no chão. Sabemos que teremos dificuldade porque não é um projeto fácil, mas toda caminhada começa com primeiro passo e já demos esse passo. Vamos construir uma sede que abrigue a Associação pelos próximos 100 anos”, disse.
Empreendimento terá seis pavimentos e amplo auditório
O espaço terá aproximadamente 8,5 mil metros quadrados de área construída, divididos em seis pavimentos: dois de subsolo para estacionamento e outros quatro de área comercial. O local contará ainda com estacionamento amplo, auditório com 360 lugares, salas para locação e salas de aula especialmente projetadas para educação executiva, nos moldes de escolas de negócios reconhecidas internacionalmente. Há a possibilidade, inclusive, da instalação de um heliporto, para o pouso de helicópteros, como mostra o projeto. “Existe a proposta de um heliponto, mas em função do quanto isso significaria no orçamento, a atual diretoria vai analisar após receber o orçamento se a instalação irá compensar”, aponta.
Projeto poderá receber selo verde
Entre as seis empresas participantes do edital, quatro eram de Curitiba e duas de Ponta Grossa. De acordo com o arquiteto responsável pelo projeto escolhido, Marco Moro, da empresa Esfinge Arquitetura e Engenharia, o prédio foi desenhado para ser sustentável e pode inclusive pleitear o selo verde, com reaproveitamento de água e painéis fotovoltaicos. “Tivemos ótimos projetos e a proposta vencedora foi escolhida porque apresentou a melhor opção de ocupação do terreno”, ressaltou Fior.