Setor do transporte ganha cooperativa de crédito em PG
A Transpocred foi fundada nesta terça-feira na cidade, para atender o setor de transporte
O município de Ponta
Grossa será pioneiro no Estado do Paraná na instalação de uma cooperativa de
crédito: a Transpocred. Voltada exclusivamente ao setor do transporte, ela foi
fundada nesta terça-feira no município, após uma reunião com o Sindicato das Empresas
de Transporte de Cargas de Ponta Grossa (Sindiponta) e a Federação das Empresas
de Transporte de Cargas do Estado do Paraná, a Fetranspar. Fundada há vinte
anos e já presente nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Ponta
Grossa receberá a primeira unidade da Cooperativa Transpocred/CECRED no Paraná.
Será voltada não apenas às empresas que realizam transporte, mas também
empresas que prestam serviços a elas.
Para explicar
o projeto, o Presidente da Fetranspar, Sérgio Malucelli, esteve na redação do
Jornal da Manhã e do Portal aRede junto com o presidente do Sindiponta, Josmar
Richter, e o diretor do Sindiponta, que também será diretor da Cooperativa,
Mauri Bevervanço. Como eles explicaram, neste primeiro momento foi fundada a
Cooperativa. Agora começa um trabalho para a realização de um estudo de
desenvolvimento, para avaliar a área econômica e apurar quanto poderá ser
aberto de crédito. Só depois que iniciaria a captação de cooperados.
A escolha da
cidade, explica Malucelli, ocorreu pelo forte setor do transporte na cidade.
“Ponta Grossa é considerada a cidade que tem o maior número de caminhões por
habitantes, e consequentemente o maior número de trabalhadores no setor de
transporte. Nós temos em torno de 1,4 mil empresas entre Ponta Grossa e
municípios no entorno”, informa. Neste contexto, a cooperativa iria abranger
transportadoras de cargas e de pessoas (empresas de ônibus e vans), assim como
empresas que prestam serviços, como oficinas. “A cooperativa fará todos os
serviços bancários, com custo bem menor, e o objetivo de atender empresários,
transportadores autônomos e trabalhadores”, destaca Bevervanço.
Movimentação pode ser superior a R$ 150 milhões
O objetivo
inicial, segundo explica o presidente do Sindiponta é fazer com que os
funcionários tenham contas e possam receber através da cooperativa, movimentar
a conta. “A intenção é atender todo o setor, ainda sem oferecer financiamentos.
Mas com maior volume de recursos, há a possibilidade no futuro”, informa.
Assim, para o primeiro momento, haverá a contratação de, no mínimo três
funcionários. De início a cooperativa irá funcionar na sede do Sindiponta, para
depois mudar para um imóvel próprio. A estimativa é de que, quando consolidada,
chegue a marca de R$ 150 milhões em movimentação.