Avenidas de PG lideram registro de atropelamentos
Ocorrências ficaram concentradas nas avenidas Carlos Cavalcanti e Vicente Machado
Nos seis primeiros meses do ano, Ponta Grossa registrou uma tímida queda no número de atropelamentos se comparado a igual período de 2016. Os dados são do 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros (GB). De janeiro a junho, a cidade contabilizou 145 ocorrências dessa natureza. No ano passado, esse número chegou a 156 – a queda representa 7%.
Entre as vítimas em 2017 está uma garota de apenas dez anos de idade. Ela foi atropelada na Rua Doutor Eugênio José Bochi, no bairro Boa Vista, no início de julho. A menina ficou em estado grave, precisando de internamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU). A vítima deixou a UTI na semana passada, após 16 dias. Com a melhora no quadro clínico, foi encaminhada ao Hospital da Criança João Vargas de Oliveira (HC).
Duas importantes avenidas estão entre as vias mais perigosas e que concentraram o maior número desses acidentes – Carlos Cavalcanti e Vicente Machado. A primeira acumula 11 atropelamentos. Já a segunda nove.
A Avenida Carlos Cavalcanti é a principal via que liga o centro ao bairro de Uvaranas, um dos maiores e mais populosos de Ponta Grossa. Há tempos vem se trabalhando para uma possível revitalização em toda a sua extensão, buscando garantir fluidez e maior segurança para motoristas e pedestres. Já na Avenida Vicente Machado, a grande circulação diária de veículos e pessoas por entre os 15 cruzamentos com outras ruas de fluxo intenso pode ter contribuído para o aumento no número de acidentes.
Número de mortes preocupa
Apesar da redução em dados gerais, o número de mortes em decorrência desse tipo acidente andou na contramão no primeiro semestre de 2017. Enquanto em 2016 foram três óbitos em atropelamentos, neste ano já são quatro. A não utilização da faixa de pedestre e a distração com equipamentos eletrônicos, como o celular, e também o uso de fones de ouvidos, são apontados por especialistas na área de segurança como fatores que potencializam os acidentes.





















