Homem consome crack na Avenida Vicente Machado
Um homem foi flagrado consumindo crack na Vicente Machado, principal avenida de Ponta Grossa. O flagrante de uma equipe de reportagem do portal aRede aconteceu na noite de segunda-feira (28), sob a marquise de uma academia. Ele é dependente químico e mesmo diante da câmera, não demonstrou nenhum constrangimento em usar a droga.
Fatos dessa natureza se tornaram comuns na região central de Ponta Grossa, na última década, em razão da popularização do crack. A droga, de fácil acesso, praticamente está em todas as regiões da cidade e verdadeiras ‘cracolândias’ se formaram no perímetro urbano do município.
Especificamente na área central da cidade, o Parque Ambiental, a Estação Saudade, o entorno do Paraguaizinho e as principais vias do quadrilátero histórico (Fernandes Pinheiro e Hinon Silva) são corredores dos traficantes e usuários de drogas. Há denúncias também de uso de entorpecente na praça Barão do Rio Branco.
Levantamento
O uso do crack em Ponta Grossa tem crescido nos últimos anos. É o que mostram os dados da Secretaria de Cidadania e Segurança Pública em um estudo inédito divulgado ao Jornal da Manhã. Segundo o secretário cidadania e segurança pública, Ary Lovato, cerca de 0,6% da população da cidade já teve algum contato com a droga. “Com certeza grande parte dos usuários de crack é de baixa renda e moradores de rua. Nosso cálculo é de que aproximadamente 40% deles vivem em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”, completa o secretário.
Ainda de acordo com o estudo, 14% das pessoas que já tiveram algum tipo de contato com o crack, em Ponta Grossa, são crianças com menos de 15 anos e, aproximadamente 60% do total de usuários, têm idades entre 17 e 19 anos.
A prevenção contra o uso do crack e de outras drogas ainda é a melhor ferramenta para o combate. Segundo o delegado da Divisão Estadual de Narcóticos da Polícia Civil em Ponta Grossa, Eduardo Machado de Oliveira, dentre os três eixos usados no combate à droga, a prevenção é o mais importante. “Em todos os locais que trabalhei, obtivemos recordes em apreensão de crack, contudo não podemos afirmar que por isso a quantidade das drogas na rua tenha aumentado, por que se trata de um mercado negro e as táticas da polícia contam muito nesse caso”, completou Machado, para quem mais de 90% dos crimes tem relação com as drogas ilícitas.
Com informações do Jornal da Manhã.





















