Greve será decidida em assembleia hoje às 20h

Os trabalhadores da Viação Campos Gerais (VCG) discutiram hoje (28) a possibilidade de uma nova greve no transporte coletivo de Ponta Grossa. A assembleia está marcada para às 20h e de lá deve sair o posicionamento da categoria. Em reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a desembargadora Ana Carolina Zaina já determinou que, em casao de nova greve, tanto a VCG como o Sintropas devem ser multados - a pena seria de mais de R$ 100 mil para cada uma das partes.
Segundo Ricardo Peloze, presidente do Sintropas-PG, a categoria será alertada sobre os riscos de uma nova paralisação, mas quem decidirá o que será feito serão os trabalhadores. "Se a maioria escolher pela mobilização, nós vamos nos mobilizar", explicou Peloze.
Por telefone, o sindicalista também contou que tem sido "muito difícil" conversar com a Viação Campos Gerais para que a empresa e o sindicato entrem em um acordo e evitem a nova greve e uma penalização por parte do TRT. "Esperamos receber alguma proposta ainda durante a tarde para apresentar aos trabalhadores e evitar mais uma greve e novos transtornos para a população", ponderou Peloze.
VCG diz que cumpriu o acordo
Através da assessoria de imprensa, a Viação Campos Gerais (VCG) informou que cumpriu a parte que lhe cabia no acordo anterior firmado no TRT. Além disso, a empresa também informou que a elação entre "capital e empregado" foi respeitada e não há motivos para uma nova greve no setor.
Quanto a afirmação de Peloze sobre a "dificuldade" em negociar com a empresa, a VCG rebateu e disse que elencou um representante para tratar do assunto mas os sindicalistas estariam querendo "escolher" com quem negociar. A empresa também alegou que nada de concreto sobre uma possível multa foi decidido na reunião de conciliação.
Preocupação com o usuário
Caso os trabalhadores votem a favor de uma greve, 50% da frota total deve continuar nas ruas de acordo com a recomendação do TRT. Por isso, a orientação para o usuário é que, caso a paralisação seja deflagrada, pelo menos metade dos ônibus deverá estar na rua. A VCG disse que vai garantir o "livre acesso" aos trabalhadores que quiserem trabalhar normalmente.





















