Sintropas notifica VCG e greve começa na terça

O Sintropas-PG, sindicato que representa os trabalhadores do transporte público de Ponta Grossa, notificou a Viação Campos Gerais (VCG) sobre uma nova paralisação no setor a partir das 0h de terça-feira (29). A decisão para a retomada da greve foi tomada durante uma assembleia itinerante feita pelo sindicato - 480 funcionários da Viação se posicionaram a favor de uma nova paralisação.
Através da assessoria de imprensa, a VCG informou que a greve é totalmente ilegal e que o departamento jurídico da empresa já trabalhar para entrar na Justiça e deve tomar "todas as medidas possíveis" para demonstrar a ilegalidade da greve.
De acordo com Ricardo Peloze, presidente do Sintropas-PG, os trabalhadores estão descontentes com o não cumprimento do acordo firmado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e querem mais 1% de reajuste no salário e 41% no vale-alimentação.
Peloze também disse que os trabalhadores resolveram parar depois da realização do Vestibular da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), para não prejudicar os vestibulandos. "Isso já mostra uma boa vontade da categoria. Esperamos que a empresa ou a Prefeitura façam uma nova proposta e evitem uma nova greve", comentou Ricardo.
Cumprimento do acordo
Ponta Grossa enfrentou dezessete dias de greve no transporte público - os trabalhadores cruzaram os braços no dia 19 de maio e os ônibus só voltaram as ruas nas primeiras horas do dia 5 de junho. Para que os funcionários voltassem ao trabalho, um subsídio de R$ 2,4 milhões foi proposto para garantir um reajuste e evitar o aumento da passagem.
VCG deve pedir reajuste na tarifa
A VCG deve ir a Justiça para garantir um possível reajuste na tarifa de ônibus em Ponta Grossa. A informação foi repassada pela assessoria de imprensa da VCG que também esclareceu que a empresa “cumpriu a parte que lhe cabia” no acordo que colocou fim a greve no transporte coletivo da cidade.
Prefeito diz que não autoriza reajuste
O próprio prefeito Marcelo Rangel (PPS) já afirmou categoricamente que não vai autorizar um aumento na tarifa do transporte coletivo. Rangel afirmou que tanto o Sindicato como a empresa sabiam dos riscos do subsídio não ser aprovado e também viu com “maus olhos” uma nova greve dos trabalhadores do setor.
Crise política
Quem ‘mediou’ o acordo que colocou fim a greve no transporte coletivo da cidade foi o vereador Aliel Machado (PCdoB), junto com o secretário de planejamento João Ney Marçal Junior. O próprio Aliel já tinha apontado para uma possibilidade da tarifa subir, caso o subsídio não fosse concedido ao setor.
Além de ter aberto uma crise política entre os representantes da cidade, o repasse de R$ 2,4 milhões também dividiu opiniões entre os moradores e usuários do transporte coletivo de Ponta Grossa – a medida também foi alvo do Ministério Público. O impasse diante do repasse para o transporte também adiantou o clima eleitoral na cidade.





















