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VCG vai à Justiça para impedir nova paralisação

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Gabriel Sartini

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Após o Sindicato dos Motoristas e Trocadores de Ponta Grossa (Sintropas) decretar estado de greve, a Viação Campos Gerais (VCG) informou que vai à Justiça para anular a votação dos trabalhadores e impedir uma nova paralisação. A empresa considera ilegal a coleta de votos nos terminais e garante que o acordo firmado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) está cumprido.

Com o esvaziamento da assembleia do Sintropas, a diretoria do sindicato começou a percorrer os locais de trabalho dos funcionários da VCG atrás de votos para dar validade à greve. Na assembleia realizada na última terça-feira, somente 197 trabalhadores votaram e a categoria não atingiu o quórum. De acordo com o Sintropas, pelo menos 400 assinaturas eram necessárias.

A votação itinerante, iniciada logo após a assembleia, garantiu 480 assinaturas em favor de uma nova greve. Apenas 55 funcionários não concordaram com a paralisação e dois votaram em branco. O Departamento Jurídico do sindicato garantiu a legalidade da votação itinerante e disse que ela está prevista em estatuto. Com o resultado, o Sintropas decretou estado de greve e anunciou uma a paralisação do transporte coletivo a partir da próxima terça-feira.

Para a VCG, as assinaturas recolhidas após o término da assembleia não têm valor. “Essa coleta de assinaturas sob o ponto de vista jurídico é totalmente ilegal, porque essas pessoas não participaram da assembleia publicada em edital”, aponta a assessoria de imprensa da Viação. “Com certeza isso será informado à Justiça”, completa.

A concessionária também afirma que o próprio TRT apontou o cumprimento do acordo e ressalta o despacho da desembargadora e vice-presidente da Corte, Ana Carolina Zaina. No documento, encaminhado em resposta à uma petição da VCG, a desembargadora destaca que, caso o subsídio municipal de R$ 2,4 milhões ao transporte não fosse aprovado, o reajuste se limitaria em 9% para os salários e o mesmo percentual sobre o vale alimentação. A vice-presidente do TRT afirma, ainda, que as partes estavam cientes da possibilidade de reprovação do auxílio do Poder Público e alerta para eventuais penalidades ao sindicato, caso a greve seja considerada abusiva.

Informações do Jornal da Manhã.

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