Residenciais criam novo eixo de desenvolvimento
Região do Contorno Leste de Ponta Grossa é a que concentra o maior número de novos projetos de loteamentos e residenciais, com alto crescimento nos últimos cinco anos

A região Leste de Ponta Grossa, em especial nas proximidades do trecho às margens da Rua Siqueira Campos e Avenida Pedro Wosgrau, passa por grande desenvolvimento. Nos últimos cinco anos, grandes áreas ociosas deram espaço para a infraestrutura e a construção de loteamentos ou residenciais, desenvolvendo um novo ‘eixo’ habitacional, que irá receber dezenas de milhares de novos moradores. Região a qual comporta projetos desde loteamentos, com a venda de terrenos, para diversas faixas de renda – o que inclui o Projeto do Parque Doman, do grupo Paysage, de alto padrão – e mais variados gostos, já que neste período até um residencial com prédios de quatro andares foi construído (Residencial Vida Nova).
O Residencial Veneza e o Residencial Guarujá, além do Vida Nova, estão entre os projetos novos já entregues. Mas há muitos loteamentos em obras ou em fase de execução. Campo Belo, GSP Life Ponta Grossa e Monte Hermon são loteamentos já ofertados à venda, aos quais se somam projetos ainda em fase do trâmite municipal de aprovação, já submetidos à Análise do Instituto de Planejamento de Ponta Grossa – o Iplan: Cidade Alta, Cezana, Jardim Imperial e Cidade Jardim – este último que até se aproxima com a Vila Cipa. Estes são alguns, já que há ainda outros projetos em trâmite ou já em obras.
A diretora de Projetos e Planejamento Urbano do Instituto de Planejamento de Ponta Grossa (Iplan), a arquiteta e urbanista Bianca Martins, acredita que dois fatores principais levaram ao desenvolvimento daquela região. Além da proximidade com o Distrito Industrial, o que leva muitos trabalhadores a procurarem residências próximas de seus locais de trabalho, a própria especulação imobiliária ajudou a ‘inflar’ a população da área. “As construtoras aproveitaram que os terrenos naquela região eram mais baratos e compraram para investir futuramente”, explica.
Foi justamente essa proximidade com o Distrito Industrial, e também à grande pujança da área, que levou o Grupo Padrão Brasil, através da Padrão Empreendimentos, a investir naquela região, às margens da Avenida Pedro Wosgrau, para construir seu primeiro loteamento no município, o Monte Hermon. “Ali é um local que está crescendo bastante, há muitos projetos novos na Prefeitura para aquela área, com muitos terrenos em obras perto, e é próximo do Parque Industrial. E se há muitos investimentos, é sinal que tem demanda boa com potencial, então ainda deve crescer bem mais”, acredita Henrique Souza, do setor de implantação de empreendimentos da Padrão Empreendimentos.
Mais à frente, entre o Campus da UEPG e o antigo ‘Matadouro Municipal’, às margens da Rua Valério Ronchi novos projetos também surgiram neste período; alguns estão prontos, há projetos em construção (como é o caso do Vittace) e outros em fase de aprovação pelo município.
Comércio começa a se desenvolver na região
Tendo em vista os inúmeros projetos de habitação desenvolvidos naquela região, já há o desenvolvimento do comércio e setor de serviços. Várias lojas novas foram abertas ou as já existentes foram ampliadas. Entre os investimentos mais notáveis do comércio neste período, às margens da Rua Siqueira Campos, desde 2012, estão um posto de combustível de uma rede em Ponta Grossa e um supermercado, o ‘Super Cipa’. Ao percorrer via é possível localizar, também, várias novas lojas de materiais de construção, mercados, loja de móveis e restaurantes.
“Estão saindo muitos condomínios, loteamentos, e a Siqueira Campos está se tornando uma rua muito próspera. E este ponto do mercado, perto da rotatória, abrange muitas pessoas, de muitos bairros”, revelou Antonio Stangherlin, proprietário do ‘Super Cipa’, inaugurado em março deste ano. Há um ano o empresário Flávio Brandão inaugurou a 'Móveis Ponta Grossa', revelando que aposta muito naquela região, pois, desde 2013, “vem crescendo vertiginosamente”.
Descentralização é tendência do futuro para as cidades
A descentralização é uma tendência para o futuro. Com a saturação das regiões centrais, com o trânsito intenso, moradores deverão buscar, nas proximidades de suas residências, cada vez mais os serviços de interesse, até mesmo pela qualidade de vida, evitando estresses. “Com isso também as pessoas tem mais tempo para fazer as coisas que precisam. Morando perto de onde trabalham e tendo tudo perto, chega mais cedo em casa, pega o sol ainda alto e consegue fazer várias coisas até escurecer, por exemplo”, destaca Henrique Souza, da Padrão Empreendimentos. “Tendo vários núcleos dentro de uma cidade, ou várias ‘cidadezinhas’ dentro de uma, vai até desafogar o trânsito das cidades”, completa.
Pensando em tudo isso, Souza explica que o loteamento da Monte Hermon, lançado no último fim de semana, foi planejado com esse conceito diferenciado, pensando na segurança e na mobilidade. “Dentro do projeto terá uma grande área destinada ao comércio, para a pessoa não precisar sair do loteamento. Todas as avenidas são cortadas por ciclovias. E a questão de mobilidade também leva em conta os pontos de ônibus, de modo que as pessoas no loteamento não precisem andar mais de 170 metros para chegar ao ponto”, revela.
Como o loteamento Monte Hermon irá disponibilizar 1.088 lotes, quando todo comercializado, deverá abrigar cerca de 5 mil moradores. “A ideia é que comerciantes investidores deem mais atenção à área, porque daqui um tempo vai ter muita gente morando ali”, ressalta.





















