Comerciantes de PG estão acuados pela criminalidade
Empresários também precisam lidar com rotina de medo e violência nos estabelecimentos

Empresários também precisam lidar com rotina de medo e violência nos estabelecimentos
Pouco depois das oito horas da manhã, as funcionárias chegam para trabalhar em uma farmácia na área central de Ponta Grossa. Portas abertas, energia para encarar mais um dia de serviço e bom humor para atender aos clientes. Em menos de dez minutos, essa cena se transforma em medo e a sensação de impotência toma o lugar da alegria e da disposição de antes. É assim a rotina de quem trabalha no comércio de Ponta Grossa e sofre com a rotina de assaltos.
A cena descrita acima foi vivenciada pior quem trabalha em uma farmácia na rua Francisco Burzio, em frente à Santa Casa de Misericórdia, local bastante movimentado, inclusive com a presença constante de forças de segurança. Mas nem isso impediu que um rapaz invadisse o local às 8h10 desta quinta-feira (12) armado com uma faca, rendesse as funcionárias e fugisse com o dinheiro do caixa. A Polícia Militar foi chamada até o local, mas não conseguiu encontrar o autor.
O sentimento de insegurança é grande entre os comerciantes e os trabalhadores dessa área. Somente até quinta, pelo menos cinco farmácias foram assaltadas em Ponta Grossa, conforme dados dos relatórios diários divulgados pela PM. Isso sem contar outros tipos de estabelecimentos também visados pelos criminosos, como postos de combustíveis e saídas de bancos.
Não bastasse os efeitos da crise econômica e dos prejuízos provocados pela recessão vivida pelos brasileiros nos últimos anos, empresários ainda precisam usar parte do que sobra em seus orçamentos para investir em equipamentos de segurança que, muitas vezes, se mostram ineficientes diante da audácia cada vez maior dos criminosos. Sistemas de alarme, monitoramento por câmeras e até mesmo a contratação de seguranças particulares, nada parece afastar a rotina de medo e violência vivida por quem depende do comércio.
A PM realiza patrulhamentos constantes principalmente nas áreas comerciais e nos locais onde o índice de violência costuma ser maior mas, ainda assim, o número de agentes e viaturas não é suficiente para dar conta de uma cidade com a área territorial tão grande quando Ponta Grossa.





















