Projeto de Centro Logístico em PG será contratado em 2018
Governo do Estado mantém projeto da construção de um centro logístico no município. Região também receberá investimentos

O Governo do Estado mantém o projeto de construção de um centro logístico no município de Ponta Grossa. A informação foi confirmada à reportagem do Portal aRede e Jornal da Manhã pela coordenadora de gestão e planos de programas de infraestrutura a logística, Rejane Karam. Ela foi uma das participantes, na tarde desta quinta-feira, de uma consulta pública presencial sobre o Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística - BID I Integração, realizada no Auditório do DER. Avenida Iguaçu, 420. 1º andar. No total são US$ 435 milhões projetados em investimentos (algo em torno de R$ 1,4 bilhão), dos quais, além do centro logístico, há a melhoria da malha viária da região, com o investimento em rodovias.
Atualmente, o Estado possui um único terminal de cargas administrado pela Ferroeste, em Cascavel. Nele, várias empresas atuam, sejam em modais rodoviários ou ferroviários. Como o terminal precisa de investimentos, este será o primeiro a receber os investimentos. “Entendemos que, no início de 2018, ocorrerá contratação. Vai ser um marco para entender melhor como vai funcionar, até mesmo para os demais, que são Ponta Grossa, Guarapuava, Guaíra e Maringá ou Campo Mourão, que foram definidos pelas vocações que têm”, informa Rejane.
No caso do projeto voltado para Ponta Grossa, ela explica que a escolha ocorreu por ser um polo moageiro e sediar o maior centro de armazenagem do Sul do Brasil. Guarapuava por ser um centro equidistante no estado; Guaíra pela proximidade com Mato Grosso do Sul; e ainda há a dúvida se o outro investimento ocorre em Maringá (por ser um polo no Norte) ou Campo Mourão, pela força do cooperativismo regional. “E até o final do ano de 2018 ocorre a contratação desses demais centros logísticos, com estudo de viabilidade e potencial para concessão. Podemos avaliar se ali se encontrarão serviços públicos e o desembaraço de cargas. É um complexo que poderá ser administrado ou não pelo setor privado”, analisa a representante.
Questionada sobre os investimentos, ela afirmou que o ideal seria identificar uma estrutura já existente, e potencializá-la para transformá-la em um centro logístico seria mais benéfico do que construir uma nova. “Com isso é óbvio que o estado ganha. Caso seja proposto para a iniciativa privada, entendo que o Estado deve fornecer elementos para que se tenha competitividade – e um desses elementos é a área”, conclui.
Entrada entre PG e Palmeira poderá receber investimentos
A malha viária dos Campos Gerais receberá dois dos investimentos previstos pelo Programa. Porém há a possibilidade da inclusão de um outro. “O programa já foi predefinido, mas não totalmente; ações já estão certas para acontecer, mas algumas delas ainda não estão definidas. Em Ponta Grossa, por exemplo, pretendemos fazer a ampliação da capacidade na estrada entre o município de Palmeira”, revela. Neste caso de investimento da PR-151 haverá um estudo, para avaliar o porte desse investimento. “A ideia é contratar o projeto dentro do programa. A ampliação da capacidade envolve a reestruturação de pista existente, com algumas obras de terceira faixa e de duplicação, para que melhore a condição da via em geral. Há a necessidade do estudo de tráfego para definir o estudo”, informa.
Em relação aos outros investimentos, eles estão em Castro, com o ‘Contorno’ do município, com a pavimentação do primeiro trecho da PR-090, deverá ocorrer dentro de dois meses. Já o outro é a obra entre os municípios de Irati e São Mateus do Sul. “É uma obra muito antiga e desejada, por ser um trecho de ligação da indústria madeireira do Sul do País com Telêmaco Borba e São Paulo. É uma obra que trará muito desenvolvimento à região dos Campos Gerais”, garante Rejane.
Consulta Pública ocorreu nesta quinta
A Consulta Pública, realizada na tarde de ontem, apresentou um resultado positivo, segundo Rejane Karam. Como principais participantes ela destacou representantes do Sinduscon e representantes das federações (Fiep, Fetranspar, Fecomércio, Faep, entre outros). “Ambos se manifestaram de forma positiva, entenderam que o projeto tem componência muito forte, com planejamento de longo prazo. Entenderam o objetivo do programa. Para nós, foi gratificante”. Audiências públicas já foram realizadas em diversas municípios, inclusive em Castro e Irati.





















